A Software AG empacotou soluções para atender as necessidades das pequenas e médias corporações. A estratégia mira engajamento do ecossistema de parceiros para abraçar uma fatia de mercado que a fabricante não consegue atender diretamente. Atualmente, as vendas indiretas respondem por 40% do faturamento da provedora, que mantém uma rede de 15 canais no Brasil. A expectativa é aumentar essa base até o final de 2012 e elevar a 60% sua participação na receita da operação local.
?Temos um portfólio horizontal, o que significa que nossos produtos são aderentes a todo tipo de indústria. O segundo ponto é que o mercado é muito maior do que podemos atingir sozinhos?, pondera Karl-Heinz Streibich, CEO da provedora de origem alemã. Enquanto conversava com a CRN Brasil, na semana passada, executivos da companhia detalhavam as próximas ações e abordagens para cerca de 30 profissionais de parceiros brasileiros em reunião no hotel Hilton, em São Paulo.
Não é novidade que a companhia vem investindo na expansão de seu rol de aliados. Recentemente, a provedora ajustou seu time de gestores, quando integrou a seus quadros Friedich Neymeyer, que possui forte experiência em canais desenvolvidos na SAP. No Brasil, nomeou Milton Cruz para a posição de diretor de vendas indiretas. Todas as mudanças promovidas, diz o executivo, tem por objetivo alavancar um crescimento mais acelerado. O que isso significa? ?Muito mais rápido do que crescemos até agora e mais rápido que o [restante do] mercado, que cresce entre 10 e 20%?, responde.
?Abrimos-nos para colaboração com o ecossistema de parceiros. Definitivamente é algo novo para nós. E agora temos alto interesse em captar parceiros?, pondera o CEO, reforçando a abordagem de uma organização que ampliou seu portfólio ao longo dos últimos anos. No caminho em direção ao fortalecimento das relações com os canais, o líder da companhia promete uma abordagem ?inovadora, com produtos líderes de mercado e fácil de lidar negócios que as ajude a fazer seus negócios com segurança?.
O pacote lançado agora ao mercado brasileiro divide-se inicialmente, em dois módulos, as ofertas endereçam as principais demandas na área de modelagem de processos de companhias com faturamento entre 300 milhões a 800 milhões de reais. A ideia é expandir essa oferta para outras frentes no futuro.
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