Sobrecarga de trabalho pode levar à síndrome do Burnout; 8 dicas para fugir dela

Com a crise, as empresas optar por fazer demissões — algumas em massa. Quem continuou no quadro de funcionários teve de assumir o trabalho dos que partiram, gerando uma sobrecarga de funções. O “funcionário polvo” é aquele que assume vários “braços” dentro do trabalho, mas as consequências de sobrecarregar uma única pessoa com responsabilidades, prazos e resultados que antes eram de uma equipe, acabam sendo desastrosas para a saúde emocional, mental e física dos colaboradores. É aí que se instala a síndrome de Burnout, conhecida como a síndrome do esgotamento profissional.

O Burnout é um distúrbio provocado pelo esgotamento físico, mental e psíquico. A palavra em inglês pode ser traduzida como “queimar por completo”. Esse distúrbio foi descrito pela primeira vez pelo médico e psicólogo alemão Herbert Freudenberger, que diagnosticou a síndrome em si próprio, em 1974. Entre os principais sintomas estão a sensação de extrema exaustão, que não melhora com períodos de descanso, e uma completa despersonalização do indivíduo, que passa a ser indiferente a coisas que lhe davam prazer.

Sintomas do Burnout

  • Cansaço agudo;
  • Irritabilidade;
  • Dificuldade de concentração;
  • Distúrbio de sono;
  • Dores musculares;
  • Alteração de humor;
  • Alteração de memória

Em casos mais graves, o paciente pode ter excesso de sudorese, taquicardia, náuseas, hipertensão, falta de ar e enxaqueca. Para evitar a doença, mas se adaptar à nova realidade das empresas (e da economia que vive desfios), é preciso um esforço conjunto entre o colaborador, o departamento de recursos humanos e os gestores da empresa.

“Em cenário de crises é hora de fazer mais com menos, que é necessário haver colaboração para enfrentar o momento de economia delicada, mas é preciso também bom senso de todas as partes envolvidas”, diz Marcelo Liutti é headhunter da Trend Recruitment.

Para o especialista, o melhor antídoto é uma comunicação clara e transparente. Diante de tantas demissões, o profissional pode ficar inseguro. Se não for o caso, os gestores diretos precisam aliviar essa tensão, demonstrando o quanto ele é importante para a empresa.Por outro lado, o profissional também precisa desenvolver sua própria inteligência emocional.

O especialista dá 8 dicas para quem pode estar passando por pressões

  1. Organização é fundamental – Estabeleça agendas e defina prioridades junto à chefia a fim que as tarefas sejam cumpridas por ordem de importância. Num ambiente desorganizado, tudo é urgente, quando na verdade, sabemos que não é bem assim.
  2. Desenvolva outras pessoas da equipe – Neste período de crise, é muito comum as empresas estimularem treinamentos e workshops conduzidos pelos próprios funcionários. Essa é uma maneira de fazer circular o conhecimento e ainda desenvolver novas habilidades em equipe e reduzir a centralização das atividades.
  3. Automatize o que for possível – Ao olhar com atenção para todos os processos de uma empresa é muito comum observarmos padrões em determinadas tarefas. Faça esse exercício e busque automatizar processos a fim de ganhar tempo.
  4. Estabeleça um tempo para cada tarefa – Se for inevitável levar trabalho para casa, procure estabelecer horários. Defina um tempo para cada atividade e se comprometa a cumprir o acordo que você fez com você mesmo. Depois, procure relaxar. Estar com a família e amigos, fazendo atividades mais prazeirosas.
  5. Exercite-se – Já existem muitos estudos que comprovam que a prática de atividades físicas auxiliam no alívio das tensões. Busque praticar com uma  frequência regular.
  6. Incentive Happy Hours com sua equipe – Procure ter momentos de descontração também com a equipe de trabalho. Cabe ao RH desenvolver ações de integração, capazes de motivar e engajar as equipes a fim de que produzam mais e melhor. Se essa iniciativa não ocorrer, você também pode propor momentos de descompressão.
  7. Comemore – Celebrar as pequenas e as grandes conquistas da equipe é fundamental! Busque comemorar, visando fortalecer os laços e o senso de time.
  8. Aprenda a dizer não – Após fazer várias mudanças e adaptações em sua rotina, se o profissional ainda se sentir pressionado, talvez seja a hora de estabelecer o seu limite. Dizer não ao outro pode ser um grande sim que dizemos a nós mesmos.

“Se mesmo depois de todas essas dicas, você sentir que a situação não está melhorando, avalie até que ponto o trabalho é tão importante na sua vida que custe sua própria saúde. Pondere de que vale o salário que ganha para quem já não consegue mais ver sentido ou prazer na realização de seus propósitos pessoais e profissionais”, conclui. Caso você se identifique com os sintomas do Burnout, busque ajuda médica.

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