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Smartwatches trazem agilidade para quem viaja de avião

Em continuidade à série especial sobre mobilidade desta semana, a reportagem de hoje mostra como os wearables vão facilitar a vida das pessoas que viajam de avião. Em aeroportos brasileiros, por exemplo, não é um fato raro encontrar filas gigantescas para realizar qualquer tipo de procedimento, seja check-in, despacho de bagagens ou até mesmo para entrar na sala de embarque. E foi pensando em diminuir este problema que a Sita, empresa especializada em soluções voltadas para o setor, desenvolveu uma aplicação que permite aos passageiros apresentar seu cartão de embarque aos fiscais através de um smartwatch Android.
Desenvolvida pelo laboratório de tecnologias da Sita por meio da Application Programming Interface (API), a aplicação envia um alerta simples, feito pela tecnologia Android Wear, que irá lembrar o passageiro sobre seu voo no momento e local apropriado. Com apenas um toque rápido na tela, o cartão de embarque é exibido e, com um segundo toque, exibe o código de barras para leitura do cartão. Esses simples movimentos permitem ao passageiro andar pelos postos de controle do aeroporto para embarcar no avião.
“A intenção é simplificar o embarque e o trânsito do cliente dentro do aeroporto, e o cartão de embarque é a forma que controla todo esse processo. A intenção é que o cartão de embarque seja um instrumento que esteja facilmente disponível para o usuário”, explica o vice-presidente da Sita no Brasil, Mauro Pontes
Desafios
Segundo Pontes, apesar de inovador, o projeto não é tão complexo do ponto de vista técnico. Os principais aspectos envolvidos giram em torno de protocolos, transmissão de dados e interface entre sistemas. Além disto, a questão da segurança também não foi deixada de lado.
“O cartão em si não tem informações confidenciais ou críticas, mas mesmo assim são informações pessoais e que não podem circular. Então, em todas as etapas do processo, desde o sistema de reserva, check-ins, existem medidas de segurança onde são utilizados métodos de criptografia de dados”, avalia.
Adaptação para outros dispositivos
De acordo com o executivo, dois aspectos devem ser avaliados antes de pensar em migrar a aplicação para outros dispositivos. O primeiro é disponibilizar o cartão de embarque em alguma ferramenta que o usuário esteja utilizando, algo que já acontece com os smartphones.
No entanto, existe um gargalo técnico no que se refere à duração da bateria do aparelho eletrônico. O consumo de energia de um smartwatch é consideravelmente inferior ao de um celular, o que torna o wearable uma ferramenta mais indicada para este tipo de aplicação. Segundo Pontes, a tendência que um smartwatch pare de funcionar por falta de energia é muito menor.
Entrada no mercado brasileiro
Apesar de já estar em operação em outros países por meio das companhias JetBlue e Virgin Atlantic, ainda não existem negociações com as companhias aéreas locais para colocar a tecnologia em vigor. Pontes destaca que as dificuldades com o produto giram em torno da aceitação do mercado.
“Muitas pessoas ainda preferem fazer o check-in nos terminais, mesmo com tantas ferramentas à disposição atualmente para facilitar o processo, e isso acaba atrasando a entrada do produto no mercado brasileiro”, conclui.
Na reportagem desta sexta-feira, que fecha a série especial sobre mobilidade, serão abordadas questões relativas à aceitação do mercado brasileiro às novas tecnologias que estão surgindo para facilitar o cotidiano.

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