Sistemas de recuperação de desastres em sintonia: é possível?

Para que uma organização se mantenha competitiva na Era Digital, ela deve estar disposta a evoluir e adotar novas tecnologias e ideias, sempre procurando soluções inovadoras e eficientes para atender as necessidades do negócio.
Nesse contexto, não é novidade ver organizações de todos os portes buscando soluções de cloud computing para armazenar e gerenciar dados, sistemas e aplicativos críticos para se manter à frente da concorrência. Os serviços entregues aos clientes por essas plataformas servem uma variedade de indústrias em todo o mundo e transcendem os limites geográficos, com a velocidade e flexibilidade que os ambientes de nuvem pública e híbrida podem trazer para as operações.

No caso de uma interrupção, esses mesmos níveis de velocidade e agilidade também devem ser implementados para a recuperação de desastres, respondendo e resolvendo interrupções de TI que geram impactos aos negócios, aos clientes e à reputação da empresa. Nenhuma empresa pode tolerar o tempo de inatividade.

Na era “always-on”, como as empresas criam estratégias de resiliência para gerenciar perfeitamente a complexidade e a interdependência de TI entre departamentos, aplicativos, locais, instalações e ambientes híbridos de nuvem, ao mesmo tempo que atendem às demandas de conectividade?

A resposta é a orquestração. Em uma orquestra, o regente traduz em gestos o esforço de alinhar todos os instrumentos para que cada um emita o seu som no momento correto. No ambiente de TI, a chave para o sucesso é a capacidade dos gestores em dimensionar programas de recuperação de desastres com a ajuda de automação.
A tecnologia de orquestração de resiliência garante a execução bem-sucedida do plano de resiliência com a confiabilidade e escala necessárias para operar em nuvens híbridas. Isso reduz significativamente os requisitos de tempo de inatividade e minimiza a exposição das empresas a interrupções, com a vantagem crucial de poder trabalhar em ambientes físicos, virtuais e em nuvem.

Além disso, a análise de dados avançada também ajuda a priorizar recursos físicos e humanos para que estejam preparados não só durante uma interrupção, mas também antes e depois de um incidente, com a finalidade de aprender com os erros e evitar interrupções futuras.

Na era digital, as tecnologias de resiliência e recuperação de desastres também estão se transformando, pois as abordagens tradicionais já não se aplicam no complexo ambiente de nuvem híbrido de hoje. Orquestração é a chave para aumentar a confiança de resiliência empresarial e reduzir riscos, custos e tempo de interrupção para que a harmonia prevaleça sem desafinar.

*Carlos Violante é consultor de Serviços de Resiliência da IBM Brasil

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