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Simplificação é a chave para conquistar bons resultados, afirma SAP

Simplificar é palavra de ordem para a SAP. E esse mote ficou claro durante a manhã do primeiro dia do SAP Forum 2014, realizado de 17 a 18 de março em São Paulo. Para a fabricante alemã, o momento atual, de alta competitividade e instabilidade econômica, exige eliminação da complexidade e otimização.

“A complexidade é inimiga da inovação, é uma doença. Começa pequeno, é praticamente indetectável, mas logo torna a empresa doente”, sintetiza Jonathan Becher, Chief Digital Officer (CDO) da SAP. O executivo relatou que, hoje, 40% do tempo dos profissionais é perdido em atividades que não geram receita para a empresa e 61% dos CEOs querem simplificar suas operações de negócios.

Ele conta ainda que a falta de simplicidade é inimiga dos cofres das companhias: as receitas das 200 maiores organizações em todo o mundo estão caindo 10% por ano em razão da complexidade.

Mas por que isso acontece? “Aplicações que rodam hoje nas empresas foram desenhadas, em sua maioria, nos anos 80. Elas não estão preparadas para a web ou para o mundo digital”, explica. O desafio, no entanto, é como mudar o cenário.
Becher aconselha as empresas a elencarem os quatro maiores problemas de negócios e a criar o que ele chama de companhia perfeita que contempla experiência aprimorada do usuário, satisfação dos funcionários, aprimoramento dos recursos e criação de uma rede de negócios eficiente.

A própria SAP percorreu a trilha da simplificação nos últimos anos e passou a posicionar sua oferta com base em quatro pilares: inovação em aplicações, plataforma aberta, rede conectada e compra de soluções baseada no modelo direto e individual. Este último promete revolucionar a forma de aquisição de tecnologias, feitas em tempo real, por meio da web.

Cooperação impulsiona resultados
Além da complexidade, outro item que afeta sobremaneira a performance das empresas é a falta de cooperação, afirmou Yves Morieux, sócio-diretor do Boston Consulting Group (BCG) e professor do Instituto de Estudos Políticos de Paris. Ele afirma que a cooperação faz com que times e empresas trabalhem em silos e prejudiquem resultados em razão de uma posição individualista.

“É preciso plantar a cooperação em camadas. Engajamento não acontece com KPIs ou compliance”, assinala, completando que a falta de colaboração demanda mais recursos e mais tempo das pessoas. “Mas isso não está gerando valor”, reflete.

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