SimplesVet transforma gestão de pets com inovação em serviços na nuvem

O mercado de pets no Brasil soma nada menos do que 132 milhões de estabelecimentos, o que coloca o País em terceiro lugar no ranking global em faturamento, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). É nessa seara que atua a SimplesVet, startup baiana, nascida 100% digital. Ela reúne em sua carteira 1,3 mil clínicas e petshops, com mais de 12 mil usuários da plataforma de mesmo nome, apoiada na nuvem, em parceria com a Amazon Web Services (AWS) e BRlink.

A ideia de se lançar nesse segmento veio da percepção do sócio-fundador e CEO da startup, Josafá Trigo, entre 2010 e 2011. Ao observar as agruras que enfrentava a sua irmã, dona de uma clínica veterinária, em meio à gestão turbulenta do dia a dia do negócio, voltou-se à análise de processos para desenvolver produtos que modernizassem toda a engrenagem e proporcionassem acesso ágil às informações.

“Era necessária uma metodologia prática, ágil e segura para transformar processos. Assim, em 2012, desenvolvemos produtos distintos para solucionar vários problemas. Essa clínica foi nosso grande laboratório, quando tivemos a oportunidade de estar em contato direto com as dores do negócio”, diz Salvador Torres (foto), CTO da SimplesVet e um dos sócios-fundadores da empresa.

Com a experiência consolidada, em 2013 nascia a SimplesVet, com o sistema de mesmo nome, que integrou em uma única plataforma todos os produtos desenvolvidos para a clínica-laboratório, e muitas outras funcionalidades. A startup, focada em serviços de cloud computing para clínicas veterinárias e pet shops, hoje impulsiona a transformação digital no setor em solo nacional.

A SimplesVet modernizou o modelo de negócio no segmento ao possibilitar às clínicas veterinárias e aos petshops substituírem velhas planilhas, integrando gestão financeira, relacionamento com o cliente, suporte e treinamento. A plataforma traz ainda recursos para emissão de nota fiscal, importação de dados XML, controle de caixa, agenda, dados de atendimento, fotos para acompanhamento, prontuário dos animais, carteira de vacinação e várias outras, que centralizam e facilitam o dia a dia dos profissionais da área.

“O objetivo é modernizar um dos mercados mais crescentes no Brasil. Quatro anos após nosso lançamento, a cada mês, uma média de 60 novas empresas contratam o serviço. Nos últimos 12 meses, foram mais de 10 mil profissionais usando o sistema diariamente, com mais de meio milhão de animais atendidos, um milhão de agendamentos e 10 milhões de produtos vendidos”, relata Torres.

Parceria da nova era

Torres revela que desde o início da SimplesVet sabiam que o pulo do gato era focar integralmente na estratégia do negócio, portanto, estavam determinados a terceirizar a infraestrutura e o seu controle. “Precisávamos cuidar dos produtos e dos clientes, e não dos servidores.”

No mesmo ano do nascimento da startup, em 2013, durante um evento da Amazon Web Services (AWS), decidiram levar 100% da operação para a nuvem da AWS. “Já vínhamos acompanhando a evolução da AWS e ficamos surpresos que, ao contrário da lógica praticada no mercado, à medida que a AWS crescia, os seus preços baixavam. O que se tornou uma solução possível para o nosso negócio. E ainda nos ofereceu um teste de dez dias para comprovarmos a eficiência do que estávamos prestes a contratar”, relata.

A BRlink, parceira da AWS, foi escolhida para solucionar os desafios que a SimplesVet enfrentava. Ajudou a reestruturar toda a infraestrutura da empresa, tornando-a otimizada e segura para processos de deploy e DevOps. No desenho criado para a SimplesVet, o destaque é o AWS Auto Scaling, serviço que permite escalabilidade automática do sistema e permitiu redução de cerca de 30% na utilização de recursos em períodos de baixa demanda.

“O resultado foi economia considerável para a empresa, sem perder a capacidade de processamento, sem interferir na experiência dos usuários ou sem passar por períodos de downtime”, diz Adriano Ortiz, gerente de Contas da BRlink.
Torres acrescenta que a segurança foi o ponto mais relevante na avaliação para a escolha da AWS. “Afinal, a demanda de acessos em nosso aplicativo é alta e, portanto, a disponibilidade é chave para o nosso negócio. Havia ainda a preocupação de proteger as informações dos clientes. Ganhamos um ambiente altamente disponível e seguro.”

A estratégia, segundo o executivo, resultou em redução de custos com estrutura física de TI e agilizou todos os processos de forma escalável. “Assim, ficamos prontos para atender às demandas crescentes e implementar novos serviços de acordo com a necessidade do negócio.”

Atualmente, o planejamento anual da estrutura leva apenas meia hora para ser realizado – cerca de 15 minutos para aplicar novas instâncias e a outra metade para avaliar os resultados após alguns dias de acompanhamento das métricas.

De olho na experiência do usuário

São Paulo é o estado com o maior número de usuários, seguido da Bahia e do Rio de Janeiro, que está quase ultrapassando a Bahia, rumo à segunda colocação. “Apesar de sermos uma empresa baiana, a tecnologia, que permite o acesso de qualquer lugar do planeta, traz resultados inusitados”, ressalta.

Torres diz que a empresa oferece suporte via chat, em real time, no próprio sistema. E todas as vezes em que o cliente entra no chat, reclama de algum recurso ou da falta dele, ou sugere algum recurso, todas essas mensagens são catalogadas para análise e geração de melhorias.

Para o futuro, o executivo apenas adianta que estão fortemente mergulhados em ciência de dados, inteligência artificial e preparam novidades que tornarão a solução altamente competitiva. “É um passo para breve, que logo divulgaremos”, promete.

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