Empresas do setor de produção caminham para uma estratégia de produção integrada e desenvolvendo uma indústria 4.0, aponta estudo “Panorama Global do Setor de Produção 2016” (do original, em inglês, KPMG 2016 Global Manufacturing Outlook) realizada pela KPMG.
O levantamento mostra que 25% dos CEOs que atuam nesse segmento disseram que já investiram em impressoras 3D e tecnologias de fabricação aditiva. Um número semelhante disse já ter investido em inteligência artificial e tecnologias de computação cognitiva.
O estudo mostrou também que o uso de robótica no chão de fábrica também tende a atrair investimentos significativos: 40% dos entrevistados da pesquisa disseram que certamente irão canalizar quantias significativas de investimentos em P&D para robótica nos próximos dois anos. A pesquisa foi realizada pela KPMG com 360 executivos de alto nível em 14 países, entre eles, o Brasil e inclue informações como estratégias de crescimento, entrada em novos mercados e desenvolvimento de novos produtos e serviços, P&D, tecnologia e cadeia de suprimentos.
Quando perguntados sobre o quanto esperam gastar em pesquisa e desenvolvimento (P&D), 21% disseram que vão disponibilizar mais de 10% das receitas para essa finalidade nos próximos dois anos, e 49% afirmaram que deverão gastar 6% das receitas ou mais nesse período.
Estratégias de crescimento
O levantamento mostrou ainda que os CEOs participantes têm planos para concretizar os objetivos de crescimento por meio de múltiplos canais. Segundo a pesquisa, eles preferem um crescimento de forma orgânica (61%) em oposição a atividades de fusão e aquisição (40%), e maior parte deles alega que aproveitará as oportunidades de entrar em novos mercados e de fazer mudanças nos pacotes de serviços e produtos atuais.
Noventa e dois por cento dos entrevistados disseram que estão intensificando o foco na entrada em novos mercados ao longo dos próximos dois anos. E 43% dizem que a principal motivação em relação a investimentos estrangeiros é capitalizar oportunidades de produção de custos mais baixos e 34% apontam que é obter acesso a novos mercados.
Já com relação aos planos de mudanças da gama de produtos, mais da metade (56%) disse que fará investimentos significativos para lançar um ou mais novos produtos no mercado; além de 39% disseram que investirão no lançamento de um ou mais novos serviços.
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