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Setor de hospedagem digital avança, mas sofre efeitos da crise

A Abrahosting – Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura de Hospedagem na Internet – realizou um levantamento sobre as tendências técnicas e de negócios do setor. Com o objetivo de avaliar as principais intenções de investimento em tecnologia, evolução do portfólio de serviços e avaliação de desempenho declarado pelas próprias empresas, a pesquisa abrange 40 empresas integrantes do grupo das 50 maiores provedoras de hospedagem do País.

A conclusão da organização é que a conjuntura econômica impediu uma expansão ainda maior do setor. De acordo com Vicente Neto, presidente da Abrahosting, apesar do razoável crescimento aferido, a performance dos negócios de hospedagem foi bastante impactada pela crise, que reduziu o universo de clientes ativos e de novos clientes potenciais e provocou baixas expressivas nos novos investimentos digitais das empresas que adquirem serviços de hosting. “A crise funcionou como um contrapé bem pesado para um momento que prometia expansão muito mais forte, em função da rápida popularização da nuvem e das nossas vendas de contratos de informática como serviço”, afirma o executivo.

Na expectativa da Abrahosting, o crescimento setorial será em torno de 7%, número que poderia ter sido de até 20%, não fossem os efeitos das dificuldades econômicas. A previsão é encerrar o exercício em 2016 no patamar de R$ 1,4 bilhão arrecadado pelo conjunto das empresas.

Números da pesquisa
O resultado do levantamento mostra que 60% das empresas consultadas disseram que as receitas de 2016 se comportaram de forma “Fortemente Positiva” ou “Moderadamente Positiva”, em proporções idênticas para as duas alternativas. Outros 5% dos escrutinados reportam números estáveis e os restantes 25% apontam movimento negativo na comparação com 2015.

Numa escala de zero a 10, a maioria das empresas (55%) declarou estar bem preparada para a disputa pelas novas oportunidades de negócios na área de serviços em nuvem, assinalando pontuação de 8 a 10. Outras 30% das consultadas se consideram moderadamente preparadas (pontuação entre 6 e 7) e apenas 15% se posicionam como pouco preparadas, com pontuação abaixo de 6.

Entre as tendências de investimento para 2017, 84% dos entrevistados afirmaram estar reservando orçamento para soluções avançadas de storage (como NAS, SAN, All-flash e SDS), enquanto apenas 11% investirão em soluções convencionais de armazenamento em disco.

O avanço da virtualização – seja como medida de economia ou de flexibilidade de oferta – anima 55,6% das empresas a programar investimentos em SDN e justifica a opção de 50% dos entrevistados em investir em soluções de gerenciamento de código aberto OpenStack para ambientes virtualizados.

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