A RIM anunciou recentemente nos Estados Unidos um novo serviço de compartilhamento de músicas, baseado em sua plataforma BlackBerry Messenger. Resumindo, por US$ 4,99 por mês, os usuários compartilham 50 músicas por meio de seu perfil BBM. Para cada contato que a pessoa adicionar, ela consegue acesso a outras 50 músicas (presumindo que seus amigos também compartilhem 50 músicas). Se você ficar entediado com as 50 músicas que adquiriu, pode trocar até 25 delas no mês.
Na teoria, o serviço pode fornecer acesso a milhares de músicas se você tiver muitos contatos que as compartilhem por meio dessa nova ideia. Permite acesso off-line e oferece recursos interessantes, como quais são as músicas mais populares.
Na superfície, a ideia parece perfeita. Você compartilha as músicas que gosta e sabe quais são as preferidas dos seus amigos. Se todos tiverem sorte, seus amigos compartilham boas músicas que valham à pena. Mas vamos ser realistas.
Não é segredo que sou um grande fã de música. Minha biblioteca de MP3 beira o ridículo e consome cerca de 125 GB de espaço em (vários) disco rígidos e na nuvem por meio do Google Music e Amazon Cloud Drive. Só por meio da Amazon e do Google, tenho acesso a minha biblioteca completa de praticamente 18 mil músicas (todas compradas de forma legítima). Pude conseguir armazenamento ilimitado na Amazon por US$ 5 e, até agora, o Google é gratuito.
Vamos recapitular: por meio da Amazon e do Google, tenho acesso a minha biblioteca completa de praticamente 18 mil músicas por US$ 5 por mês.
O custo da RIM é de US$ 60 por ano, o que compra um grande espaço extra de armazenamento por meio de qualquer conta do Google. A limitação de 50 músicas é terrível. Mesmo que tivesse 20 amigos que compartilhassem 50 músicas cada, isso só me daria acesso a mil músicas. Mesmo tendo 50 amigos BBM que concordem em se juntar ao serviço, o números de músicas disponíveis seria limitado a 2,5 mil canções. Com certeza isso é o bastante, certo? Errado.
Considere serviços gratuitos (apesar dos anúncios) como o Pandora e Slacker. Cada um deles provê acesso a milhões de músicas sem custo algum. O Slacker permite que as músicas sejam adicionadas ao dispositivo se você quiser ouvi-las no avião. Ambos também têm componentes de mídia social, que facilitam o compartilhamento.
Se você quiser ouvir sem os anúncios ou trocar as músicas, o custo para o serviço premium é de US$ 10 por mês. O mesmo acontece com o Spotify, que recentemente foi lançado nos Estados Unidos. Por US$ 10 por mês, o serviço permite acesso premium a suas bibliotecas, além das bibliotecas de seus amigos, tanto por meio do desktop ou de dispositivo móvel. O que parece melhor para você: US$ 60 por mil músicas no ano ou US$ 120 por milhões de músicas por ano?
Não vamos também esquecer que o gosto musical de seus amigos pode ser ruim.
Apesar de dar crédito à empresa por tentar algo sob um ângulo completamente novo, a BBM Music é simplesmente um serviço que eu nunca concordaria em usar devido às suas severas limitações. Acredito que a maioria dos usuários BBM pensa da mesma maneira.
(Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini)
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