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Serenidade é a chave da liderança

Quando deixei a rotina frenética da capital paulista e me mudei para Palmas,
no Tocantins, uma capital em pleno desenvolvimento, muitos acharam que
não havia aguentado a pressão, ou simplesmente que estava louco.
Francamente, entendo esse pensamento.

Se ceder à pressão e surtar
quer dizer conseguir tomar
conta da sua vida, realizar o
que muitas vezes se passou
na minha mente, durante
horas parado no trânsito, e se
posicionar claramente contra
a gestão opressiva e abusiva
na cobrança de resultados,
então, caro leitor, a conclusão
é simples: cedi, sim!

Em plena era da
informação, estamos escravos
de paradigmas sociais
impostos desde o início da
nossa formação. A falta nas
nossas escolas de educação
financeira e política contribui
de forma significativa para
essa situação.

Posso afirmar que o
sucesso e a realização não
estão somente em grandes
centros e a prova disso é o
movimento cada vez maior
na “exportação de capital
intelectual”, não só pelo caos
da violência, trânsito e falta de
qualidade de vida, mas pelas
oportunidades crescentes,
proporcionadas pela
descentralização e incentivos
governamentais, que estão
se instaurando em diversas
localidades do nosso Brasil.

Sem dúvida, a educação acadêmica, as certificações
comerciais e técnicas, os
MBAs e a fluência em uma,
duas ou três línguas são
questões importantes na
formação profissional, mas
pergunto: De que vale
tanto potencial intelectual
sem controle?

Quanto maior o equilíbrio,
maiores são as realizações e
as conquistas. Estar sereno
traz benefícios na tomada
de decisão e na liderança de
pessoas, processos e estratégias
que demandam mais do que
capacidade acadêmica.

Esta aí o grande valor da
gestão atual, saber fazer
a leitura da capacitação
intelectual e direcionar essa
capacidade em conjunto
com controle emocional.
O equilibro entre pressão,
resultado e prazer.

A maioria dos profissionais
não tem satisfação em
trabalhar e se refletirmos,
vamos compreender
porque corporações que
adotam processos de gestão
tidos como “alternativos”
vivenciam crescimento
extraordinário.

As pessoas querem
liberdade, ser elas mesmas,
expressar ideias e, dessa
forma, sentir que estão
contribuindo. A empresa que
executa esse desenho cria
uma atmosfera positiva que
propicia o desenvolvimento
e a produção, características
que o modelo conservador
não contempla.

Escuto muito o tal do “foco
em resultado”. Reflitam:
“Alguém que trabalha
com prazer, que se sente
integrante de uma equipe
com mentalidade vencedora,
trabalha para não ter ou
prover resultado?”
Mas que resultado é esse?
Renda, lucratividade? Para
o modelo conservador, sim,
mas vamos entender como
deve ser na gestão atual.

Segundo Michaelis:
“re.sul.ta.do
sm (part de resultar)
1 Ação ou efeito de resultar.
2 O que resultou ou resulta de
alguma coisa; consequência,
efeito, produto; fim, termo.
3 Deliberação, decisão. 4 Ganho,
lucro. 5 Mat Conclusão de uma
operação matemática. Dar em
resultado: produzir, causar. Não
ter resultado: ficar inutilizado
ou sem efeito.”

Traduzindo para
Gestão Atual: Ambiente *
positividade * (criatividade
+ disposição + respeito)
– (pressão + equilíbrio) –
(hipocrisia + conversa franca)
= RESULTADO.

Não há nada de novo no
que escrevo, mas também
não há nada novo na extrema
dificuldade que temos de
colocar em prática essa
metodologia de confiança
produtiva. A gestão atual
deve se basear em pessoas,
portanto, que fique claro:
“O CNPJ é formado pelo
conjunto de CPFs”. Não há
empresa sem pessoas!

Vamos investir e
desenvolver gestores que
saiam do discurso corporativo,
que estejam preocupados
com liderança, que não
sintam a responsabilidade
de ser exemplo. Que estejam
alinhados e dispostos a
proporcionar à equipe um
bom ambiente para trabalhar,
criar e contribuir. Quando a
empresa passa a pensar e a
agir dessa forma, o resultado
se torna natural.

Lembrem-se, não cuidamos
só de resultados e processos,
cuidamos também de famílias.

(*) Rodrigo Martinez Teixeira é gerenteexecutivo nacional da Minascom

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