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Sensores wireless reduzem dias na UTI

O número total de dias na UTI e o número geral de dias de internação são reduzidos quando pacientes hospitalares são continuamente monitorados com o uso de sensores sem contato, de acordo com um novo estudo.

O levantamento Efeitos do Monitoramento Contínuo de Pacientes Sem Contato em uma Unidade Médico-Operatória em Transferências de Unidades de Tratamento Intensivo: Estudo Clínico Controlado, pelo Centro de Pesquisa e Prática de Segurança de Pacientes, do Hospital Brigham e Women e da Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston, Massachusetts, foi conduzido no Hospital Newton-Wellesley, um hospital de tratamento intensivo em Newton, Massachusetts. Como parte do estudo, pesquisadores utilizaram o sistema EarlySense, da EarlySense Inc., empresa baseada em Waltham, Mass., em uma unidade médico-operatória com 33 leitos. Eles posicionaram monitores ao lado dos leitos e uma estação central de assistência, na unidade, além do sistema integrado com a ajuda de telefones celulares.

Os pesquisadores analisaram cerca de 7.600 gráficos de pacientes; mais de 2,3 mil deles eram pacientes com sensores posicionados debaixo do colchão, e não presos à pele. Os outros pacientes, em três áreas controladas separadas, não receberam esse sensor especial e os dados foram coletados tradicionalmente, via taxas respiratórias, cardíacas e de movimento.

Os pacientes no grupo do sensor wireless tiveram uma redução de apenas dois dias no tempo médio de permanência na UTI (uma redução de 45.9%), em comparação com as intervenções pré e pós, com tendência à declinação no número de transferências. Os resultados se traduziram em uma queda de 47.2% na taxa total de dias na UTI para transferências entre os períodos de pré-intervenção e pós-intervenção.

Além disso, o tempo de internação dos pacientes em unidades médico-operatórias também foi substancialmente reduzido, seguido de intervenção de, em média, 0.4 dias, uma redução de quase 10%.

Como as equipes médicas são reduzidas nos hospitais por fatores econômicos e regulatórios, agora, menos profissionais são necessários para lidar com os pacientes mais críticos. O que, em troca, aumentou a demanda por monitoramento remoto, que permite que os médicos identifiquem os primeiros sinais de piora dos pacientes.

?O sistema identifica, eficientemente, os primeiros sinais e permite que os médicos intervenham mais cedo. O sistema monitora continuamente os sinais vitais do paciente sem tocar em seu corpo?, disse Avner Halperin, CEO da EarlySense, para a InformationWeek Healthcare. Halperin disse, também, que o sistema pode funcionar completamente como stand-alone e tem interfaces padrão para o prontuário eletrônico do hospital. Um dos principais desafios com os sensores com fio tradicionais, de acordo com Halperin, é que cada vez que um deles se desloca ou se solta, um alarme é ativado. Os médicos geralmente ignoram esses alarmes porque eles ocorrem com frequência. ?Quando os sensores não tocam o corpo, não existe esse desafio, e é um monitoramento muito mais limpo?.

?O monitoramento sem contato melhora, significativamente, o monitoramento porque permite ver como o paciente está respirando e se está se mexendo e quanto está se mexendo?, disse David Bates, Diretor de Qualidade da Divisão Interna de Medicina Geral do Hospital Brigham e Women, à InformationWeek Healthcare.

Bates acrescenta que a eliminação de condutores e fios no corpo permite mais mobilidade ao paciente e reduz as chances de quedas. ?É bom não ter mais fios que o necessário.?

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