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Seis razões para a Microsoft passar a ter uma versão SQL Server para Linux

Você queria uma prova de que a Microsoft é hoje uma empresa muito diferente daquela Microsoft de dois ou três anos anos atrás? Está aí: a anúncio do SQL Server para o Linux. 

O próprio Bill Gates, na sessão de perguntas e respostas com usuários do Reddit realizada na última terça-feira, 8/3, reconheceu isso. Segundo ele, o anúncio mostra que Satya Nadella, atual CEO da Microsoft, está ciente das mudanças do mercado e disposto a mudar como as coisas têm sido feitas na empresa. “Seu foco em nuvem e mobilidade, incluindo o desenvolvimento de versões de seus produtos para outras plataformas, não Windows, são também grandes exemplos disso.

No reinado de Steve Ballmer, o Linux era considerado um câncer. Agora há a sensação de que o Linux é uma parte crucial do futuro da Microsoft e um componente vital para sua sobrevivência e sucesso.

Aqui estão seis insights de por que uma versão Linux do  SQL Server é tão importante  para a Microsoft, seus clientes, e o resto do mundo Linux e da nuvem.

1 – A Microsoft não pretende adotar o modelo open source para servidores
Você pode afastar definitivamente a esperança de ser ae Microsoft abrir o código de seus produtos para servidores. 

Não considero a versão Linux um prelúdio de que o Microsoft SQL Server será cada vez mais como o PostgreSQL ou o MySQL. Pelo contrário. O anúncio mostra a Microsoft seguindo os passos de fornecedores como a Oracle, que tem trabalhado em soluções para servidores rodando no Oracle Linux, sem que isso signifique, no entanto, que esteja interessada em se transformar em uma “empresa open source”.

A aproximação da Microsoft com o mundo open source é bem pragmática. E o mesmo vale para este abraço Linux. O desejo da empresa é ampliar a sua participação de mercado. Os servidores Linux ainda são muito mais numerosos do que os servidores rodando Windows Server, então por que não tentar capturar um pouco desse mercado?

2 –  Mas deseja tirar mercado da Oracle


A Oracle tem a maior receita no mercado de banco de dados comercial, mas o Microsoft SQL Server tem o maior número de instâncias licenciadas. Clientes Linux  em busca de uma base de dados de qualidade poderão deixar de se contentar em usar produtos Oracle ou em contemplar a criação de instâncias de Windows Server, para considerar o uso do SQL Server.

A ameaça não é imediata. Mas claramente um movimento que demonstra o apetite da Microsoft por mais fatias da Oracle. 

3 – Não colocará o MySQL / MariaDB e PostgreSQL em perigo
Poucos usuários (talvez nenhum) do MySQL / MariaDB ou do PostgreSQL mudariam para o SQL Server – ou até mesmo a sua edição gratuita, o SQL Server Express. No mundo livre, aqueles que desejam um banco de dados de código aberto robusto já têm a opção do PostgreSQL, e aqueles que optam pelo MySQL / MariaDB o fazem por conveniência e familiaridade. Portanto, não se preocupam com o SQL Server.

4 – Faltam detalhes sobre a(s) oferta(s)
Até agora, a Microsoft não forneceu qualquer detalhes sobre quais versões do SQL Server estarão disponíveis para Linux. Além de SQL Server Express, a Microsoft oferece as versões Standard, Enterprise e Business Intelligence SKUs, todos com disponibilidade de recursos muito diferente entre si. Idealmente, a Microsoft vai oferecer todas as edições do SQL Server, mas é mais prático para a empresa começar com a edição com chances de capturar maior mercado. Provavelmente, a Standard.

5 – Recursos e funcionalidades atraentes
 Para aqueles que não conhecem bem o conjunto de recursos do SQL Server, pode ser difícil de entender o apelo do produto para clientes corporativos. Mas SQL Server 2014 e o 2016 oferecem recursos atraentes para todos que necessitem construir aplicações empresariais modernas: desempenho in-memory, suporte ao JSON (JavaScript Object Notation), backups criptografados, armazenamento Azure-backed, recuperação de desastres, recursos de segurança oferecidos nova a tecnologia Always Encrypted,etc. 

6 – Migração inevitável para a nuvem
À medida que a computação empresarial se move para a nuvem, o Linux passa a ser atraente como uma plataforma de destino, até por questões econômicas. O futuro está na nuvem. 

 

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