O mercado corporativo está começando a investir em software de segurança de celulares, mas o tema ainda não preocupa o consumidor final. A constatação é da Symantec, que procura se beneficiar de sua ampla base de clientes no meio empresarial para tirar partido do segmento.
Sarah Hicks, vice-presidente de estratégia da Symantec, que falou à Reuters durante o encontro de comunicação móvel 3GSM (em Barcelona), opina que o público em geral ainda levará um ano para pensar em adquirir software de segurança para seus celulares. Ela acredita que no mercado de consumo, a compra de segurança deverá ser impulsionada pelas operadoras de celular.
A finlandesa F-Secure, fabricante de segurança de mobilidade, fechou seis contratos com operadoras recentemente, e espera tirar lucro deste tipo de negócios entre 2006 e 2008.
As operadoras estão começando a incluir software de segurança nos celulares dos usuários, mesmo que a ameaça de vírus e outros programas maliciosos ainda esteja distante.
Hicks, da Symantec, afirma que 90% dos celulares não apresentam vulnerabilidades reais. Hoje, existem uns 100 vírus de celular, que podem causar pane no aparelho ou disparar mensagens com imagens pagas, gerando prejuízos de centenas de euros ao usuário.
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