A SAP mapeou o mercado brasileiro e descobriu 400 mil empresas ? principalmente de pequeno e médio porte ? passíveis de comprar os sistemas que vende. Desse universo, estima a fabricante, “apenas” 50 mil rodam algum tipo de software de gestão. ?Isso mostra o potencial e perspectivas para crescer negócios?, vislumbra Diego Dzodan, presidente da SAP para o sul da América Latina.
O foco está no todo e o ecossistema de canais é visto como fundamental para conseguir sucesso nessa jornada. O executivo cita abordagens nas duas frentes. Na primeira, a ideia é oferecer aplicações satélites ao ERP ou como alternativa durante processos de atualização dos legados das organizações que já tem um software de gestão.
Além disso, há intenção de avançar sobre a base dos concorrentes para comer market share; há uma inclinação para organizações ainda ?virgens? na questão de ferramentas como a da SAP.
Dzodan lembra que os negócios de venda de software da provedora no mercado nacional cresceram 48% nos primeiros nove meses do ano, muito por foco na regionalização da estratégia. Essa maior proximidade permite desenvolver a ideia.
Hoje a companhia contabiliza 4,5 mil clientes no País. ?Não temos braços para executar sozinhos esses esforços. Os canais vão ser peça-chave para atingir esses mercados. Parceiros serão o elemento mais crítico desse movimento?, adiciona, mencionando o movimento de busca por revendas nas frentes de inovação e geografias.
“O crescimento que temos tido, e conseguido manter, está gerando um mercado muito grande. Esse crescimento só ocorre pela sinergia do negócio com o laboratório”, pondera, direcionando parte dos ganhos ao laboratório que a alemã mantém em São Leopoldo (RS). “Pensar em soluções em função das demandas captadas junto a clientes locais tem gerado oportunidades”, acrescenta.
As premissas da estrutura do sul se pautam em questões como práticas globais, desenvolvimento de tecnologias para o mercado regional, iniciativas de co-inovação com clientes e parceiros, além de sustentabilidade e responsabilidade social.
A SAP inaugura nessa segunda-feira (02) a última fase de construção do laboratório no RS. O inicio dos esforços datam de 2006. Entre todas as fases, o projeto consumiu investimentos da ordem de R$ 100 milhões. A expectativa, agora, não é apenas suportar negócios, mas inovar e criar soluções para atender demandas fora do País. “O futuro é inovar para fora do Brasil”, direciona Stefan Wagner, diretor do SAP Labs América Latina.
Além disso, e com mais espaço físico, a SAP deu novo fôlego a outra iniciativa. A companhia expandiu seu laboratório de co-inovação, antes em SP, para a estrutura em São Leopoldo. Desde o lançamento da iniciativa, em outubro de 2010, cerca de 50 parceiros já aproveitaram a estrutura. O volume superou a expectativa inicial, que era de ter uma dezena de aliados envolvidos nesse tipo de iniciativa a cada ano.
Frentes
Três indústrias integram as estratégias de expansão da companhia: governo, varejo e serviços financeiros. Destaque para a primeira da lista. ?De todos os segmentos onde atuamos, enxergamos que o governo representará a maior oportunidade de crescimento em um futuro próximo?.
Governo atualmente representa um dígito do negocio da companhia no País. O plano de crescimento é chegar a dois digitos dentro de três anos. A ideia, para isso, é fortalecer portfólio aderente à vertical, desde ERP até ferramentas sofisticadas de arrecadação.
*O jornalista viajou ao Rio Grande do Sul a convite da SAP Brasil.
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