Categories: Notícias

Saiba por que a vida útil da bateria do novo iPad é ruim

A Apple tem uma pequena crise com o público em mãos. As reclamações sobre a terceira geração do iPad se espalharam para além dos fóruns de discussão e chegaram a mídia em geral. Elas vão desde o calor desconfortável do hardware que chega a 47°C , até o tamanho e peso aumentado, passando pelo tempo de carregamento da bateria.

Para ser justo com a empresa, ela enfrentou a difícil tarefa de integrar a maior resolução de tela do que qualquer outro notebook ou tablet já produzido. Para atingir a resolução quad-XGA de 2048 x 1536 pixels usando a tecnologia da tela, a Apple teve mais que dobrar o poder de consumo de energia de luz de fundo do LED que ilumina a tela do aparelho. Segundo a DisplayMate, a empesa teve que elevar de 2,7 watts do iPad 2 para 7 watts no novo iPad.

Como explicado no DisplayMate, o grande consumo de energia na iluminação de fundo do LED foi causado pelo uso de painéis de silício LCD, cujos transistores bloqueiam a luz quando a densidade dos pixels aumenta. Em contraste, o iPhone 4 tem maior densidade de pixels, mas usa uma tecnologia de low temperature polysilicon (LTPS), o que o torna duas vezes mais eficiente por polegada quadrada para ativar o mesmo brilho do que o novo iPad. O problema é que essa tecnologia é cara e teria sido impraticável para uma tela tão grande quanto a de um tablet. Uma nova tecnologia chamada indium gallium zinc oxide (IGZO), tem o benefício de melhor eficiência de energia a um preço competitivo, mas ainda não está pronta para produção em massa.

Meu primeiro palpite era que a culpa era do Apple A5X CPU e o Power VR SGX 543MP4 quad-core GPU necessário para renderizar todos esses novos pixels, mas a culpa parece ser da luz de fundo. E já que ninguém realizou testes com jogos 3D, nos resta saber como as coisas ainda podem piorar.

Em outros testes conduzidos por várias publicações tecnológicas, o novo iPad tem um desempenho pior do que o iPad 2. A Anandtech por exemplo, descobriu que o novo dispositivo drena 4.58 watts quando navega na rede com Wi-Fi, enquanto o iPad 2 drena apenas 2.48 watts. A DisplayMate descobriu que o tablet em seu brilho máximo drena 7.32 watss; o iPad 2 apenas 3.47 watts. Segundo a CNET , o iPad 2 drena 1.76 watts a 150 candelas por  metro quadrado (cd/m2) de brilho para reprodução de vídeo de 720p. A nova versão do dispositivo usa 3.32 watts. Esses resultados mostram que há aproximadamente o dobro do poder de consumo, ainda assim, a bateria do novo iPad aumentou apenas 70%, de 25 watts horas para 45 watts horas.

O ultra-high-rez do novo aparelho parece ser contrário à filosofia de design de forma sobre função da Apple. A borda da tela causa conflitos de usabilidade: o chassi mais grosso e mais pesado, com tempo de carregamento mais logo, as temperaturas mais quentes do hardware e menor duração de bateria. Para os fotógrafos que desejam maior resolução e maior gama de cores, o novo iPad é um aparelho adequado, para as outra pessoas, a decisão é mais complicada.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini

Saiba mais:

Apple vende 3 milhões de novos iPads em três dias

Primeiras impressões: tela do novo iPad é impressionante

Novo iPad (ou iPad 3): sete coisas que eram esperadas e não vieram

Novo iPad: saiba o que veio

Novo iPad: versão com 4G é mais cara, mostra Apple

IT Web cobre lançamento do iPad 3 em tempo real; acompanhe aqui

Faltou o “One more thing” na apresentação do novo iPad

Recent Posts

Unico processa Serasa Experian por suposto uso indevido de tecnologia de biometria facial

A Unico, empresa brasileira especializada em identidade digital e biometria facial, ingressou com ações nas…

10 horas ago

Salesforce leva Agentforce à Copa do Mundo de 2026

A Salesforce anunciou parceria com a FIFA como apoiadora oficial da Copa do Mundo de…

10 horas ago

Neil Redding abre IT Forum Praia do Forte 2026 com debate sobre liderança na era da IA

Neil Redding será o palestrante de abertura do IT Forum Praia do Forte 2026. Com…

11 horas ago

47% das empresas brasileiras devem adiar migração para a nuvem nos próximos três anos

Apesar da consolidação da computação em nuvem como um dos pilares da transformação digital, uma…

12 horas ago

Deepfakes, IA e software open source lideram lista de ameaças críticas para empresas, diz Gartner

As equipes de segurança cibernética enfrentarão um cenário cada vez mais complexo nos próximos anos,…

13 horas ago

Apenas um em cada três americanos aprova a construção de data centers

Apenas uma em cada três pessoas dos Estados Unidos aprova o ritmo acelerado de construção…

14 horas ago