Menos “pirotécnica”, a tecnologia de RPA (Robotic Process Automatization) desponta como a que pode trazer, no curto prazo e com relativa facilidade de implantação, o maior impacto para as empresas. No entanto, atingir o real potencial desta ferramenta vem apresentando uma série de armadilhas que compromete ou até inviabiliza muitos de seus benefícios.
O RPA é uma tecnologia de automatização de processos de negócio com alto nível de repetição, com regras mapeáveis e com baixo nível de variação. De forma geral, esses processos envolvem a consulta e o uso de informações e a execução de tarefas simples, como a criação de e-mails, emissão de notas e guias de pagamento etc. Essas atividades passam a ser realizadas por um “assistente virtual”, programado por meio de um software com tecnologia própria.
Um relatório** recente aponta que o mercado potencial de RPA no mundo pode chegar a até impressionantes US$ 50 bilhões. O investimento em 2019 nesta área deve ser de cerca de US$ 2,1 bilhões, crescendo a uma taxa anual de 37%. Já um outro estudo*** (2018) indica que 80% das empresas estão em alguma etapa jornada de implantação desta tecnologia, sendo que apenas 4% delas possuem operações em larga escala. Complementar a esses dados, há referência de mercado**** que revela que a implantação do RPA pode ocasionar uma redução de custos de até 65%.
Além da redução, o RPA traz ainda benefícios como aumento de produtividade, maior disponibilidade (24X7, 365 dias), redução de erros operacionais, padronização na execução de processos e consequente melhor qualidade, atendimento de prazos de forma mais rápida, maior controle, rapidez, melhor gestão da informação (incluindo geração de dados e estatísticas), compliance e segurança.
O RPA tem um objetivo geral claro, aumentar a eficiência das empresas em determinadas áreas. Logo, ao final da implementação, além dos cuidados já apontados, é necessário monitorar os indicadores de execução “fazer a conta” para validar que o investimento inicial teve o retorno esperado. Com isso, é possível dirigir os próximos passos, seja para uma expansão dentro da mesma área, abertura de novas frentes de trabalho e até, em casos muito raros, deixar este modelo caso o custo/benefício não seja o desejado.
*Por Jacqueline Santos, gerente de projetos da Cosin Consulting Linked by Isobar
**Consultoria Zinnov
***Deloitte
****Everest Group
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