Os avanços da tecnologia na compreensão do comportamento humano e na tomada decisões complexas, adicionará uma competição extra no mercado de trabalho. Em apenas cinco anos, sistemas de inteligência artificial (IA) e robôs roubarão 6% dos empregos nos Estados Unidos.
A projeção vem de um estudo recente divulgado pela Forrester Research, afirmando que até 2021, sistemas inteligentes – como máquinas autônomas, assistentes virtuais, softwares cognitivos, chatbots – abocanharão diversas posições hoje ocupada por humanos.
A consultoria cita que o impacto será maior em posições de atendimento ao cliente. Porém, eventualmente, as máquinas desempenharão tarefas mais complexas, como dirigir um caminhão ou taxi.
“Agentes inteligentes estão surgindo, mas sua ampla adoção ainda não chegou”, avalia o relatório da Forrester. “À medida que mais elementos cognitivos são adicionados a rotinas, a capacidade se expande e novos casos de uso aparecem”, completa.
A consultoria também salienta que, até 2021, a IA passará por um momento intenso de evolução, com uma expansão significativa frente ao que é possível vislumbrar a partir do uso do conceito nos dias de hoje.
A melhora em temas como aprendizado de máquina e processamento em linguagem natural puxarão cenários ainda mais complexos.
Apesar do cenário apocalíptico, especialistas se esforçam em dizer que esse avanço das máquinas não representa o fim do mundo. Aliás, chegam a dizer que não se trata de algo tão ruim quanto pode parecer à primeira vista.
Em janeiro, durante o Fórum Econômico Mundial, foi reportado que as tecnologias como inteligência artificial e machine learning poderiam acarretar o fim de mais de 7 milhões de postos de trabalho dentro de poucos anos.
No mesmo encontro de líderes mundiais, especialistas afirmaram que essas tecnologias trariam uma adição de 2 milhões de novos trabalhadores em campos relacionados à matemática, engenharia e ciências da computação.
“Temos uma nova geração de tecnologias e precisamos trabalhar com elas se quisermos ser mais produtivos e efetivos”, avaliou Tom Davenport, coautor do livro Only Humans Need Apply: Winners and Losers in the Age of Smart Machines, focado na questão. “Acho que, na maioria das vezes, trabalharemos como colegas dessas máquinas”, adicionou.
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