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Rio 2016: Atos inaugura laboratório para 200 mil horas de testes tecnológicos

O Rio de Janeiro está se preparando para receber os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos em 2016. Como parte dessa missão, a Atos, empresa de serviços digitais e parceira global de TI do Comitê Olímpico Internacional (COI), inaugurou hoje (8/4) o Laboratório de Testes de Integração dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

O espaço, localizado na sede do COI na capital carioca, realizará uma série de testes para garantir que as tecnologias utilizadas no evento vão se comportar da maneira esperada e atenderão aos milhares de participantes do evento, 300 mil credenciados, quase 15 mil atletas e 4,8 bilhões de espectadores no mundo todo.

De forma exaustiva, serão testadas diversas aplicações para cada uma das modalidades dos Jogos. Serão consumidas 200 mil horas de testes, tudo para antecipar e corrigir problemas, garantindo que o aparato tecnológico que será usado para apresentar os resultados nos placares, informações para jornalistas de todo o mundo e transmissão em tempo real, não apresentem falhas em nenhum momento.

Na abertura do laboratório, Patrick Adiba, executive group da Atos, enfatizou que a empresa provê tecnologias para os Jogos desde 1992, em Barcelona. Segundo ele, toda a experiência acumulada desde então vai contribuir sobremaneira para a condução da TI durante a competição no Brasil.

“Temos muitos desafios, mas um dos principais é estar com tudo pronto”, reforçou. Adiba afirmou ainda que os Jogos Olímpicos já estão mais digitalizados do que muitas empresas, e a segurança cibernética é fundamental para a organização do evento e uma equipe ficará especialmente focada nessa frente para proteger o ambiente tecnológico contra ameaças virtuais.

Michele Hyron, chief integrator da Atos para o Rio 2016, contou que a preparação tecnológica para os Jogos começou há quatro anos. De acordo com a executiva, 2015 marcará, entre outras atividades, o início dos testes e em 2016 será colocada no ar a estratégia de desaster recovery. Mais de 30 parceiros tecnológicos estão envolvidos no projeto. “O sucesso é coletivo, não há como obtê-lo sozinho”, assinalou. Entre os parceiros estão Omega, para sistemas de cronometragem entre outros, Panasonic, para equipamentos visuais e audiovisuais, EMC, para infraestrutura de armazenamento, e Symantec, para software de segurança.

A novidade para este ano para garantir disponibilidade e escalabilidade, é que toda a infraestrutura estará baseada em uma nuvem privada da Embratel, no Rio de Janeiro, com um site de contingência em São Paulo. Nos próximos destinos dos Jogos Olímpicos, a ideia é que a nuvem da Atos seja usada para suportar a competição. Outra novidade, destaca a executiva, é o uso de Big Data para analisar, em tempo real, chances de ameaças virtuais.

O diretor de tecnologia do Rio-2016, Elly Resende, contou que ainda no segundo semestre deste ano serão realizados 21 testes em eventos reais. Até os Jogos, serão 44 testes. “Tudo o que será entregue em termos de tecnologia terá monitoração 24×7 para garantirmos que qualquer tipo de problema seja tratado”, destacou. De acordo com ele, a organização do evento espera que sejam gerados 55 terabytes de informações, podendo chegar até 117 terabytes.

Sobre o uso de rede LTE pelo público do evento em dispositivos móveis, Resende tranquilizou dizendo que a organização está em linha com as operadoras de telefonia para que aconteça, assim como foi na Copa do Mundo, o compartilhamento de antenas, tornando o acesso à web móvel fácil e rápido.

Como funciona o Laboratório?
O Laboratório, que ocupa uma área de 1.272 metros quadrados, é composto por 42 células que abrangem cada um dos esportes, além de 12 células específicas para os sistemas de credenciamento e de informação de resultados.

Na inauguração do espaço, a Atos demonstrou, na prática, o funcionamento dos testes em duas áreas. Em uma delas, a de Hipismo, o local vai fazer, por exemplo, a simulação de lançamento de notas dos juízes nas três modalidades do esporte: adestramento, equitação e salto.

Os servidores dos jogos vão receber as informações, consolidá-las, classificá-las e distribuir os dados para diversos sistemas. “Se o sistema falhar, temos outro servidor que vai assumir imediatamente a operação”, explicou Marcelo Grimaldi, gerente de operações de TI da Atos para o Rio 2016.

O executivo contou ainda que jornalistas, atletas e comitês olímpicos terão acesso a uma intranet com todas as informações sobre a competição, como calendário, próximas atividades, performance e biografia dos atletas. Uma possível falta de energia está na lista de testes do laboratório. De acordo com Grimald, geradores assumirão os trabalhos e tudo deverá operar normalmente.

“Nosso desafio é testar, testar e testar para garantir que não haja absolutamente nenhuma falha durante a realização do evento”, finaliza Resende.

*A jornalista viajou para o Rio de Janeiro a convite da Atos

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