Neste meu primeiro artigo, eu gostaria de falar de algo que está cada vez mais presente no nosso cotidiano e nem nos damos conta. Em uma das minhas viagens entre o Brasil e o Uruguai me chamou a atenção dois meninos que aguardavam enquanto os pais faziam check in. Cada garoto estava com um celular nas mãos. Não pude ver se jogavam, ouviam música e isso nem é tão importante. Aquela cena me fez pensar no que eu estaria fazendo se estivesse no lugar deles.
Quando eu era um garoto não havia celular e os computadores eram só coisa de grande companhia. Se eu estava em alguma sala de espera não tinha muita opção. O jeito era levar um carrinho ou outro brinquedo para me distrair. Se desse a sorte de encontrar outro menino da mesma idade era ótimo, eu tinha com quem brincar.
Mas não vou ficar falando só da minha infância, e sim de como as novas tecnologias, e principalmente os softwares, vem mudando a sociedade, o comportamento das pessoas e criando uma nova forma de conviver e se relacionar. Lembro que na escola, durante as aulas de história, ouvia o professor falar sobre acontecimentos que haviam mudado o mundo e em como eu gostaria de ter participado destes episódios.
Um que me chamava bastante a atenção era a Revolução Industrial. Eu pensava em como queria ter feito parte daquela geração e ter ajudado a criar as máquinas que agora facilitam tanto a vida das pessoas.
Prestando atenção naqueles dois garotos, com seus celulares nas mãos, me dei conta de que eu também faço parte de uma revolução. Eu vi os computadores se popularizarem, o ?nascimento? dos celulares, dos smartphones e mais recentemente dos tablets. E não só acompanhei esta evolução como ajudei a realizá-la, afinal, sou um profissional de TI e sem os programas estes aparelhos não teriam utilidade.
Da mesma forma que eu não conseguia imaginar como as pessoas faziam os trabalhos sem as máquinas, hoje não é possível viver sem os softwares. Só naquela sala de espera posso afirmar que existem milhares de programas como os dos celulares, o sistema do aeroporto, da cafeteria e sei lá quantos outros. E que os aplicativos criados em todo o mundo permitem que as pessoas baixem músicas, jogam, compartilhem informações, editem fotos e vídeos, gravem CDs e DVDs, montem planilhas, apresentações, gerenciem empresas e tantas outras tarefas.
Não tenho condições de afirmar se esta nova sociedade que está se formando será melhor ou pior que as anteriores. Mesmo porque acredito que não exista melhor ou pior. Simplesmente as transformações acontecem e precisamos nos adaptar a elas. Mas fico feliz de saber que sou parte desta transição e tenho ajudado a fazê-la acontecer.
*Gerardo Wisosky é country manager do GeneXus Brasil.
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