A troca de arquivos entre usuários por meio de programas, como Kazaa, Mule e BitTorrent, chega a comprometer 65% da banda das operadoras fornecedoras de internet, de acordo com a Light Reading, empresa norte-americana que faz análises de mercado. A Light Reading aponta também que na Ásia este problema é ainda maior: o P2P consome 80% da banda.
Chamado de peer-to-peer (P2P ou ponto a ponto, em português), esta maneira para compartilhar documentos, apesar de popular, não gera faturamento extra para as operadoras. Pelo contrário. De acordo com o country manager da Allot Communications Brazil, Osmar Correa, este consumo de banda é feito por apenas 5% dos clientes. “Às vezes, as operadoras têm de avaliar se não é melhor perder estes 5% de usuários e com isto aumentar a banda dos outros 95%”, aponta.
Correa ressalta a necessidade de se adotar medidas que visem à redução do uso de P2P, como restrição ou controle de banda. “A grande maioria dos clientes usa a internet apenas para navegar, MSN e afins, e-mail e voz sobre IP”, explica.
A oferta de pacotes diferenciados representa outra maneira de forçar os usuários que usam mais banda a pagar mais por isto. “O mais importante para as operadoras é controlar. Hoje, elas ainda não fazem isto”, assinala Correa.
Na contramão, pacotes populares poderiam atingir aqueles clientes que só fazem questão de e-mail, navegar em sites etc. Preços mais acessíveis também ajudariam a aumentar o montante da população com acesso à internet. O Mapa das Desigualdades Digitais divulgou, nesta quarta-feira (08/08), que, em 2005, apenas 14,7% da população brasileira de dez anos ou mais possuía acesso a internet em casa.
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