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Rede VPN da AT&T acelera Williams nas pistas de F1

Os tempos eram outros quando Nigel Mansell e Nelson Piquet protagonizaram as vitórias da Williams na Fórmula 1; mas o que não falta na categoria de maior prestígio do automobilismo é o uso da tecnologia de ponta. Passados 20 anos da conquista do tricampeonato pelo piloto brasileiro, a equipe inglesa ganhou o patrocínio da gigante de telecomunicações AT&T, e tira partido da tecnologia de rede para conectar os carros nas pistas às instalações da empresa.

Em 2007, teve início a implantação de uma rede privada (VPN, na sigla em inglês para virtual private network) fornecida pela AT&T, para que tudo o que estivesse acontecendo nas pistas fosse conectado direta e imediatamente à sede da empresa. Um dos objetivos foi explorar o recurso da telemetria, em que sensores ligados aos carros enviam dados sobre as condições mecânicas, aerodinâmicas, elétricas e de outros controles aos engenheiros que podem estar no circuito ou baseados na sede da empresa, no Reino Unido.

As informações dos sensores são enviadas por um link de rádio criptografado para a rede instalada na pista, e daí transferidos para a base por meio da VPN, com link de 2 megas. Embora as decisões sejam tomadas pelos engenheiros presentes na corrida, a pressão do tempo exige o auxílio do trabalho dos profissionais que ficam na sede. “Isto nos permite levar menos técnicos ao circuito, o que gera grande redução de custos”, afirma Scott Garrett, diretor de marketing da empresa.

O executivo dá como exemplo o que aconteceu no Grande Prêmio do Japão de 2007. “Não tínhamos informações e experiência no então novo circuito Fuji Speedway”, diz. A tecnologia foi essencial para realizar testes baseados em simulações e para que os engenheiros da sede pudessem trabalhar nos problemas relatados nos treinos pelos piloto Alex Wurz e Nico Rosberg, no curto espaço de tempo entre o treino e a prova.

Segundo Garrett, a Williams já havia testado outras soluções de comunicação, mas encontrou no projeto de VPN da AT&T a confiabilidade que buscava na transmissão das informações. “O maior desafio reside nas diferenças geográficas”, declara o executivo, referindo-se principalmente à infra-estrutura de conectividade presente em cada país onde as corridas têm lugar.

“A Williams tornou-se uma empresa muito mais conectada”, conclui Garrett. O sucesso na Fórmula 1 depende de uma série de fatores combinados, muitos deles relacionados à tecnologia e uma boa dose de talento humano. Em 2007, a equipe encerrou o campeonato mundial com o triplo de pontos que em  2006, um aumento de 60% no nível de segurança e visível melhoria no ritmo das corridas no fim da temporada.

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