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Recuperação de desastres e redundância

A cultura de um plano de recuperação de desastres e continuidade dos negócios ainda não está totalmente arraigada no Brasil. É possível encontrar companhias que não se preocupam com este tópico e é por isso que ele integra esta lista. Parte desta situação está relacionada ao fato de as pessoas acreditarem que o País está livre de terrorismo, terremotos e outras situações adversas observadas em outros países. Mas elas esquecem-se, por exemplo, que temos enchentes, apagão (de energia e telefonia), só para citar alguns dos obstáculos enfrentados por aqui.

Aos poucos a tendência é que isto mude. Um levantamento da Frost & Sullivan mostra que o mercado de recuperação de desastres no Brasil movimentou em torno de US$ 260 milhões em 2009 e a perspectiva é que este serviço cresça a uma taxa média anual de 12% até 2015. “O mercado lá fora ainda é mais maduro. O gerenciamento de crise no País nasceu no governo do Fernando Henrique Cardoso”, comenta Jeferson D”Addário, da Daryus. Ele cita como exemplo o banco ABN Amro que, com sua cultura européia, tinha 30 pessoas na equipe de recuperação de desastres aqui no Brasil. Para ele, um passo fundamental é as empresas entenderem isto como investimento e não custo.

O especialista lembra da necessidade de um plano minucioso e com equipes condicionadas. Mais que colocar tudo no papel, treinar é essencial para que todos saibam como agir. “Precisa pensar profissionalmente. As grandes e médias empresas têm de se preocupar. Quando acontece, o problema pega a equipe de calça curta. A pergunta, neste caso, é: qual é a probabilidade?”, comenta Edison Fontes, da Fiap.

O professor e consultor ensina que é preciso priorização. Outras dicas incluem escolher o melhor local para construção ou locação de imóvel e mesmo a instalação de um CPD. Você faria isso nas proximidades de um aeroporto ou rotas de helicópteros? “Se ficar indisponível, qual o plano B? Precisa estar preparado se quiser concorrer com o mundo. Um artesão que vende pela web e fica com site fora do ar tem prejuízo. Tem que avaliar as sensibilidades e muitas vezes os problemas não são levados aos acionistas”, argumenta.

Os profissionais ouvidos por InformationWeek Brasil dizem ainda que, no caso do processo de contingência, é preciso envolvimento total das áreas de negócios. Elas definirão o tempo de recuperação e não a TI. É o departamento financeiro, por exemplo, que sabe se pode ficar 15 minutos, duas horas ou um dia sem o sistema. “Apesar de ser recurso de TI, as informações são das áreas e elas sabem o impacto financeiro ou de imagem que a indisponibilidade trará”, sacramenta Fontes.

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