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Recolocação profissional: 10 regras para contratar um headhunter

Há um equívoco comum entre as pessoas que procuram recolocação profissional e pensam em contratar agências ou headhunters. Muitos acham que esses prestadores de serviços estão no negócio para ajudá-los a conseguir um emprego. “É importante lembrar que eles são meros canais através dos quais você pode garantir uma oportunidade”, enfatiza o consultor de carreira, Ford R. Myers.

“Quando trabalhar com qualquer tipo de firma de recrutamento, mantenha o controle. Isso deve ocorrer mesmo que esse prestador de serviço não estiver trabalhando para você. Aconselho meus clientes a supervisionar o trabalho desses profissionais tão de perto quanto se estivesse gerindo um grupo de funcionários”, comenta o especialista, que lista algumas dicas sobre como se posicionar em situações desse tipo.

Seja seletivo

Seja cuidadoso e seletivo ao escolher o recrutador com quem vai trabalhar. Seja, também, educado para declinar uma oferta vinda de um desses profissionais que não lhe agradar ou parecer inapropriada para sua situação. “Antes de aceitar trabalhar com uma agência ou um headhunter, faça uma entrevista com ele e pergunte por recomendações. Eles têm boa reputação? Têm prestígio? Indague seu modelo de atuação e assegure-se de que ambos compreenderam todos os pontos”, lista.

Seja honesto

Honestidade é fundamental. Deixe claro quais são seus reais objetivos profissionais, remuneração esperada, preferências pessoais quanto ao que busca no ambiente de trabalho e outros detalhes.

Nunca pague por nada

Myers é taxativo: nunca pague taxas ou qualquer tipo compensação para nenhum profissional envolvido no processo de recrutamento. Essas remunerações devem ser fornecidas pelo contratante. Headhunters costumam cobrar percentuais sobre o salário dos candidatos – depois que eles são contratados.

Confirme que se trata do emprego certo para você

Durante as entrevistas, certifique-se de que o trabalho é exatamente o que o recrutador lhe descreveu. Não custa confirmar e reconfirmar os detalhes, responsabilidades e compensações. Ninguém quer ser pego de surpresa em seus primeiros dias/semanas/mês em um novo emprego com responsabilidades e deveres não apresentados (e devidamente acordados) previamente.

Exija respeito e comunicação

O candidato é a fonte de renda do recrutador, mesmo que de forma indireta. Todos têm direito a cortesia e respeito, bem como respostas honestas e rápidas para suas perguntas. No entanto, lembre-se que você deve não ser a única opção de um recrutador para preencher determinada vaga. Logo, seja persistente.

Não assuma obrigações de exclusividade

Não assine contrato ou faça acordos que o obriguem a trabalhar com uma única agência/profissional de recolocação. Evite iniciativas que reduzam sua própria capacidade de busca por oportunidades em outras fontes. “Nunca, jamais, assine um compromisso de exclusividade com ninguém”, enfatiza Myers.

Mantenha o controle

Peça para que o seu currículo e outras informações pessoais não sejam encaminhadas para qualquer empresa sem a sua aprovação prévia.

Controle informações 

Certifique-se que o recrutador/headhuter não irá editar o seu currículo ou quaisquer outros documentos sem a sua permissão. Novamente, isso é fundamental para manter o controle sobre o caminho profissional que pretende seguir. Caso sinta que seu currículo necessita ajustes, busque aconselhamento para melhorá-lo – e essa não é uma tarefa do head hunter.

Não terceirize a negociação salarial

No ponto de definir sua compensação para uma nova posição, assuma a responsabilidade de conduzir as negociações. Caso não seja totalmente possível, tente ao menos estar ativamente envolvidos no processo.

Não confie totalmente

Enquanto headhunters quanto agências de recrutamento podem desempenhar um papel importante em qualquer procura de emprego. Myers aconselha, porém, que as pessoas foquem apenas uma parte de suas energias nesse tipo de abordagem. “Quem está de fato interessado em conseguir um emprego e vai se dedicar para isso é você. Portanto, não confie totalmente em profissionais externos para essa tarefa”, adverte.

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