A Intel, fabricante de microprocessadores, anunciou o resultado financeiro do seu segundo trimestre fiscal de 2015 apresentando queda na receita e no lucro. O resultado da companhia foi afetado pela freada brusca nas vendas de PCs por conta da espera por máquinas com Windows 10, que começam a ser vendidas a partir de 29 de julho.
A receita total do trimestre foi de US$ 13,2 bilhões, 5% menor que o mesmo trimestre de 2014, e o lucro ficou em US$ 2,7 bilhões, queda de 3% com relação ao ano anterior. Mesmo assim, lucro e receita bateram a expectativa modesta de Wall Street.
A divisão de Client Computing, que vende processadores para desktops, notebooks e smartphones teve queda de 14% na receita, fechando o trimestre em US$ 7,5 bilhões. A divisão de Data Center, que produz os processadores Xeon para servidores teve crescimento de 10% na receita – US$ 3,9 bilhões – comparada com 2014. O crescimento não foi suficiente no entanto para repor a queda o setor de PCs.
As vendas para o mercado de Internet das Coisas também cresceram, atingindo US$ 559 milhões (crescimento de 4% sobre 2014). O problema é que a maior parte dos lucros da companhia são gerados pela venda de processadores para PCs, que passa por turbulências. No segundo trimestre de 2015, a queda global do mercadod de PCs foi de 12%, segundo a IDC.
O CEO da Intel, Brian Krzanich, declarou que espera que o lançamento do Windows 10 somado ao lançamento do novo processador Skylake da Intel tragam “excitação” para o mercado no segundo semestre do ano.
Ainda não está claro o tamanho do efeito que o Windows 10 terá no mercado, especialmente porque a Microsoft liberou o updgrade gratuito do sistema operacional para os usuários do Windows 7 e Windows 8.1, dando menos motivos para que os usuários troquem de máquina.
O mercado de PCs em crise afetou a Intel e também sua principal concorrente, a AMD, que avisou na semana passada que seus resultados financeiros do trimestre, a serem anunciados nesta quinta-feira, ficarão abaixo do projetado inicialmente. As duas empresas lutam para aproveitar melhor o mercado de smartphones e tablets, que é onde está concentrado o crescimento dos dispositivos digitais atuais.
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