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Receita da TIM cai, mas lucro e EBITDA avançam em 2014

Apesar de queda na receita, muito impactada pela forte redução no uso de SMS e pelas perdas causadas por mudanças na remuneração vinda de VU-M (valor pago pelo uso da rede móvel), a TIM registrou números positivos em frentes importantes. 

A base de clientes da telco chegou a 76 milhões de usuários, avanço de 3,1% sobre 2013, dos quais 34 milhões consomem dados. Apenas a receita bruta com dados da operadora chegou a R$ 6,6 bilhões, o que representa um salto de 24% sobre o ano anterior. Outro ponto interessante é a alta de 1,8% na quantidade de clientes que optam pela modalidade pós-paga, representando uma reversão de um quadro de queda do segmento que a companhia havia verificado no início de 2014.

Os números positivos em diversas frentes fizeram com que o lucro da
TIM fechasse 2014 em R$ 1,5 bilhão, 2,7% superior em comparação ao período anterior, e um EBITDA de R$ 5,5 bilhões, sendo 6,4% superior ao apurado em 2013. A margem EBITDA da empresa foi de 28,4%, número bastante comemorado pelo presidente da companhia Rodrigo Abreu que comentou os resultados da corporação nesta sexta-feira (23/02), em conferência com jornalistas e analistas de mercado.
Quando se avalia apenas o 4º trimestre de 2014, a operadora verificou queda de 7,7% no lucro líquido na comparação anual, totalizando R$ 460 milhões, atribuída à depreciação e amortização dos investimentos em infraestrutura de rede e novos serviços.
Abreu destacou ainda o investimento total de R$ 6,95 bilhões, incluindo R$ 2,9 bilhões para licenciamento de 4G e despesas de limpeza da faixa, o que segundo ele, está em linha com a transformação do modelo de negócio da operadora e com o foco de liderar o segmento de dados.
Transformação de mercado
“Infraestrutura continua sendo o principal pilar estratégico e o trimestre trouxe evolução forte. Com o projeto banda larga móvel atingimos 125 cidades conectadas com fibra e elas representam mais de 50% do tráfego total da rede. Em 2014, o investimento em 3G e 4G chegaram a quase 90% do total investido de 2014 e 2G se restringiu a manutenção obrigatória”, detalhou, explicando que tal manobra visa a melhorar a qualidade da conexão, destacando também que a estratégia fez com que a TIM assumisse a liderança em número de sites 4G nas capitais.
O presidente da TIM usou boa parte do seu tempo para frisar a transformação do modelo de negócio que atinge não só a empresa que lidera, mas o mercado de telecom como um todo. Abreu lembrou que, diante disso, os dados pré-pago continuam como pilar de crescimento futuro, além de forte controle de custos. Essa transformação, inclusive, é o que tem impactado fortemente a queda de receita das operadoras, inclusive da TIM, que assistiu a uma redução em sua receita global de 2,3%.
“Estamos passando por remodelação do perfil de receita do setor e da companhia. Aqui de forma mais acentuada pela estratégia de liderar dados móveis. A queda na receita foi impacto de VU-M e SMS. Esse impacto ainda vai existir, mas acontecerá sob porcentual menor da receita que em anos anteriores, esperamos que a receita se estabilize e volte a crescer, não dois dígitos como no passado, mas volta a crescer”, comentou o executivo, lembrando que as perspectivas 2015 e o detalhamento do plano 2015-2017 serão revelados apenas no dia 20/02, juntamente com a Telecom Italia.
No segmento corporativo, Abreu se mostrou confiante na reorganização realizada no último ano, que criou a TIM Soluções Corporativas, abrindo mão da marca Intelig, colocando foco na gestão do cliente e passando a atender empresas de ponta a ponta, com integração fixo e móvel. Tudo isso impactou em mudanças na equipe de vendas e nas ofertas. Ao que tudo indica, os resultados já surtem efeitos com novas vendas crescendo três vezes em relação ao ano anterior e um avanço de 1% na receita líquida.
Outros dados do balanço da TIM:
– Reversão da queda na receita com serviços fixos, encerrando o ano com receita bruta de R$ 901 milhões
– O serviço de banda larga fixa Live TIM atingiu 130 mil usuários e 1,5 milhão de domicílios cobertos
– Antenas de cobertura 4G saíram de 1,9mil para 3,7 mil
– Ampliação do backbone, chegando a 55 mil km de fibra
– 1,5 mil hotspots de Wi-Fi e small cells

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