A Samsung anunciou queda de 15% nas vendas das suas divisões de TI e de comunicação móvel do trimestre julho-setembro, em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 22,5 trilhões de won coreanos (ou US$ 19,8 billhões). O lucro operacional nessas áreas despencou 95%, para 100 billhões de won coreano.
A receita total da empresa teve queda de 7% na comparação com o mesmo trimestre em 2015, para 48 trilhões de won e o lucro líquido, de 17%, para 4,5 trilhões de won. As vendas de produtos eletrônicos caíram 5%, mas os lucros mais do que dobraram nesse segmento devido à grande demanda por televisores 4K e aplicações high-end para residências.
Os problemas com o Note 7 começaram a afetar as vendas logo após seu lançamento, em meados de agosto. No início de setembro, os relatos de que várias unidades haviam incediado fizeram com que a Samsung começasse um dispendioso programa de recall e substituição. Quando ficou claro que os aparelhos substitutos apresentavam o mesmo problema, a empresa retirou o modelo do mercado definitivamente.
Talvez surpreendentemente, a Samsung informou que não registrou efeitos significativos durante o trimestre nas vendas de seus dois outros modelos high-end, o Galaxy S7 e S7 Edge, mas admitiu que “recuperar a confiança do consumidor” será um objetivo crucial nos próximos meses.
Para o trimestre corrente, que abrange o período chave de vendas de final de ano, a empresa prevê recuperar os níveis normais de lucratividade na divisão de smartphone, devido à vendas consistentes de dois modelos premium e ao crescimento da demanda dos aparelhos de faixa intermediária das séries Galaxy A e J.
“Quanto a 2017, a companhia antecipa uma guinada com o lançamento desses dois novos smartphones topo-de-linha (flagship)”, declarou em nota oficial. “Veremos também a expansão da plataforma de pagamento móvel Samsung Pay e dos serviços associados à computação em nuvem, bem como a novas ofertas relacionadas à inteligência artificial.”
Os custos do recall do Note 7 vão continuar a pressionar a empresa pelo menos durante este trimestre e o primeiro de 2017.
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