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Realidade virtual e realidade aumentada podem, de fato, se mesclar ao mundo real?

A tecnologia de realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR) continua a povoar o imaginário das pessoas e a incentivar empresas a produzir mais e mais invenções que possam atender a essas demandas. A previsão de alguns especialistas, inclusive, é de que o segmento irá gerar bilhões de dólares em receita, partindo da premissa de que esse tipo de dispositivo irá substituir os smartphones.

Apesar de ter potencial para alcançar um patamar alto, Bo Brengle, vice-presidente e líder global do Media Technologies Lab, da Huawei, observa que gadgets desse tipo não são roupas e a concorrência pode ser bem acirrada quando dispositivos como Google Glass e smartwatches entram no páreo. “Talvez a indústria esteja novamente com pensamentos positivos, declarando a AR como futura imperatriz, vestindo-a em roupas imaginárias”, comenta em artigo publicado pelo Tech Crunch.

Apesar disso, Brengle ressalta que essa história faz todo sentido para a realidade virtual, no entanto, se considerado que a experiência com óculos de realidade aumentada são inigualáveis, com mais imersão e atratividade que tecnologias passadas.

“E, à medida que a VR for adotada por games, pessoas estarão propícias a encontrar melhorias para outras aplicações: transmissão de jogos esportivos em 3D, turismo, educação e até mesmo redes sociais, com a promessa do Facebook Oculus”, afirma, completando que 2016 será o ano para a tecnologia, já que diversos dispositivos do tipo estão esperando para serem lançados.

Já do para a realidade aumentada, o sucesso pode ser um pouco menor. “AR é muito mais complexa, pois envolve exibição e alinhamento de conteúdo digital sobre objetos do mundo real. Ao contrário da VR, você não pode transformar seu telefone em um capacete AR usando como base um pedaço de papelão”, diz.

Há algumas outras questões envolvendo a realidade aumentada como o tipo de dispositivo: “ninguém realmente gosta de usar óculos”, brinca Brengle. “Toleramos o seu uso para corrigir nossa visão, mas aqueles de nós que os usa preferiria não usar”, completa.

Outros pontos ressaltados por Bengle envolvem a falta de transparência das lentes, e alguns problemas de disparidade entre o foco dos olhos e as imagens projetadas, o que pode causar náuseas e quebrar essa ilusão de realidades misturadas.

Apesar das ressalvas, o executivo vê uma luz no fim do túnel e ressalta que talvez esses problemas sejam resolvidos a ponto de não significarem muito para a adoção massiva da tecnologia. Há, talvez, apenas um trabalho a ser feito para que essas possibilidades imaginadas para as tecnologias se tornem, de fato, reais.

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