“Muitas pessoas que reclamam do Internet Explorer na verdade usam a versão antiga do navegador. As versões mais atualizadas do IE atendem muito bem às necessidades.” A afirmação foi feita por David Mitchell Smith, analista do Gartner, em entrevista ao IT Web. De acordo com o especialista, os browser modernos são “muito bons”. O erro está em pensar que apenas um é suficiente para dar conta das particularidades e necessidades de cada negócio ou atividade.
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“A ideia de escolher um melhor, ou o único, é uma estratégia errada. O que acontece é que para grandes empresas que procuram forte capacidade de níveis de gestão há apenas um no jogo: o Internet Explorer. Por isso que ele é um dos browsers mais utilizados do mundo, e por isso que as empresas tentam utilizar ele como único navegador, mas não conseguem fazer isso”, explicou.
Dados da StatCounter, por exemplo, mostram que em termos de versões, o Internet Explorer 8 é o mais utilizado no mundo, com 16,02% do total. A versão finalizada mais atual é o IE 9, com 14,63%, figurando em segundo lugar no total. Os números levam em consideração o período de 1º. de janeiro a 31 de julho.
Chrome como tendência
Mas o fato é que, mesmo que seja culpa de versões mais antigas, o IE é taxado como pouco eficiente frente a concorrentes como o Google Chrome. Recentemente, o browser do Google ultrapassou o IE pela primeira vez em um mês fechado. Também segundo a StatCouter divulgada nesta sexta-feira (01/06), o browser ficou com 32,43% do tráfego de web em maio, contra 32,12% do produto da Microsoft. Ao todo, foram analisadas 15 bilhões de visualizações de páginas.
No acumulado dos sete primeiros meses do ano, apesar de brigarem pelo primeiro lugar, quem venceu a luta no período foi o navegador da Microsoft, que contabilizou 33,92% do tráfego, contra 32,83% do rival do Google. E a tendência, para o analista do Gartner, é que navegadores como Chrome e Firefox ganhem cada vez mais espaço. “Algumas pesquisas mundiais isoladas mostram que isso acontece em alguns lugares do mundo. Com certeza é uma tendência: onde o Google ganha market share, a Microsoft ou fica estável ou perde”, compartilhou.
O especialista pontuou os pontos fortes e fracos dos quatro principais sistemas operacionais do mundo: além de Internet Explorer e Chrome, Safari e Firefox. Em sua avaliação, essas quatro potências permanecerão ao longo dos próximos anos. “Não há muitos novos browsers. O RockMelt, por exemplo, é bom para integração com redes sociais dentro do próprio navegador, mas é mito limitado. Não acho que essa é uma tendência para o futuro”, cravou.
Internet Explorer (Microsoft)
Positivo: Muito bom para grandes empresas que queiram mais acesso à gestão e controles.
Negativo: muitas pessoas que o utilizam não costumam realizar atualizações com frequência. Desta forma, ficam com versões antigas, que não possuem desempenho tão bom quanto concorrentes
Firefox (Mozilla Foundation)
Positivo: possui boa performance e roda funcionalidades com as quais as pessoas estão acostumadas, sendo compatível à maioria dos sistemas operacionais. Digamos que vai bem com tudo.
Negativo: por um tempo, a Mozilla Foundation, responsável pelo sistema operacional totalmente aberto, ficou atrás do Google no assunto de atualização da plataforma. Mas esse processo já foi revertido, na visão do analista.
Chrome (Google)
Positivo: reconhecido como o mais rápido dos navegadores, acaba “puxando” o desenvolvimento da web. mais indicado para o grupo dos “early adopters”. “A velocidade de inovação talvez seja muito rápida para alguns, mas de forma geral, o Chrome é um browser extraordinário”, comentou.
Negativo: o especialista não vê como exatamente um problema, mas cita como ponto de atenção a privacidade do usuário por conta das informações coletadas neste e em outros produtos da marca Google.
Safari (Apple)
Positivo: possui melhor desempenho, obviamente, em produtos da Apple, o que é bom, especialmente, para usuários do iPad e do iPhone. “Nenhum outro navegador inserido nesses produtos funcionará tão bem quanto ele em produtos da marca. É um browser muito bom”, disse.
Ruim: não seria exatamente um ponto negativo, porque a intenção da fabricante é exatamente essa de focar esforços em seu ecossistema, mas o apelo para outros sistemas é fraco. Inclusive, no lançamento do Sarafi 6, em maio deste ano, os destaques para baixar o Safari para Windows aparentemente foram retirados da página da Apple.
Saiba mais:
Guia dos Navegadores: o moderno Chrome
Guia dos Navegadores: características ricas do Firefox
Guia dos Navegadores: o separatista Internet Explorer
Guia dos Navegadores: o melhor do que restou
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