Grandes companhias já estabelecidas no mercado, as chamadas Incumbentes, têm maior capacidade de serem disruptivas em seus mercados nos próximos anos. A constatação é de estudo realizado pela divisão de Consultoria de Negócios da IBM
O levantamento, feito pelo IBM Global C-suite Study com executivos 12.854 executivos C-level de 112 países, incluindo o Brasil, aponta que 72% dos entrevistados acreditam que as empresas tradicionais e consolidadas serão líderes em ruptura, inovação e competitividade.
A informação adquirida ao longo de décadas de conhecimento específico de setor se tornou o ativo mais importante e é o principal fator que leva a essa conclusão. Segundo o estudo, tecnologias como cloud, inteligência artificial, blockchain e internet das coisas propiciarão às grandes empresas as ferramentas necessárias para acessar e utilizar com eficácia esses dados.
O Global C-suite Study também identificou três estágios de Reinvenção Digital nas empresas, classificados como Reinventores, Praticantes e Aspirantes, com base no foco na experiência do cliente, implantação de tecnologias digitais, estratégia competitiva e agilidade na organização.
No topo da lista, os Reinventores (27%) estão à frente na inovação e também são superiores em crescimento de receita e lucratividade nos últimos três anos. Suas estratégias de TI e negócios estão muito alinhadas. No entanto, o principal fator que posiciona este grupo à frente dos outros estágios é a eficácia na utilização de dados para identificar necessidades de clientes indefinidas e não atendidas.
Os Praticantes (37%) ainda não desenvolveram as capacidades correspondentes às suas ambições, mas planejam lançar um novo modelo de negócios nos próximos anos. Já para as organizações Aspirantes (36%), o maior desafio é obter a visão, estratégia e as capacidades de execução adequadas, principalmente em relação a funcionários e parceiros.
Os Reinventores também estão atualmente liderando a adoção de modelos de plataforma de negócios, seguidos de perto pelos Praticantes. Entretanto, o primeiro grupo se destaca em todos os elementos avaliados pelo, incluindo a escolha deuma abordagem colaborativa, a capitalização de dados e o compromisso com a inovação.
O estudo constatou que cerca de 57% das empresas com uma estratégia de disrupção são arquitetos ou proprietários de um modelo de plataforma de negócios. Criando interações diretas entre consumidores e produtores, além de reunir muitos dados ao longo do caminho, essas organizações estão dominando seus segmentos de mercado e entrando em novos com facilidade.
Aproximadamente 28% dos entrevistados afirmaram que estão realocando parte de seu capital para criar plataformas, movimentação que deve se requerer um investimento estimado em US$ 1,2 trilhão nos próximos anos, um aumento de 174% em relação aos cerca de US$ 420 bilhões já investidos. O estudo aponta que os setores realizando os maiores investimentos em plataformas são: produtos industriais (+25%), eletrônicos (+22%) automobilístico (+20%) e varejo (+17%).
O estudo constatou ainda que fatores de mercado (69%), incluindo concorrência e mudanças nas preferências dos clientes, retornaram à posição de liderança, seguidos por tecnologia (63%) e people skills (61%), comprovando o aumento do valor dos ativos intangíveis, como o talento e as ideias.
Neste cenário, os Reinventores são mais eficazes que seus pares na construção de culturas em torno do feedback ativo, empoderamento, cocriação e compartilhamento de conhecimento. Aproximadamente 70% desse grupo respondeu que solicita ativamente a participação de funcionários para desenvolver novos projetos, promove a colaboração e o compartilhamento de conhecimento, investe nas habilidades dos colaboradores e apresenta uma rede adequada de parceiros, fornecedores e distribuidores.
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