Todo mundo sabe a razão fundamental pela qual procrastinamos: falta
de auto-disciplina. Nós simplesmente não queremos fazer o trabalho que
precisamos fazer, até que seja inevitável fazê-lo. Adiamos o inevitável.
pegamos um lanche, verificamos nosso e-mail, encontramos outras coisas
para fazer.
Sabemos que a procrastinação só irá nos criar mais estresse, mas
sucumbimos a ela de qualquer maneira. Por que é tão difícil ignorar o
canto da sereia da procrastinação?
Rory Vaden, co-fundador da empresa de treinamento Southwestern
Consulting, estuda a psicologia da procrastinação e os hábitos de
indivíduos auto-disciplinados e bem sucedidos. Ele acredita que se as
pessoas entendessem o verdadeiro impacto da procrastinação e suas razões
psicológicas, poderiam ultrapassar este desejo contraproducente mais
facilmente.
Vaden compara a procrastinação a comprar a prazo. Crédito permite que
as pessoas comprem mais do que podem realmente pagar. A compra de um
gadget, de um carro caro, ainda que a prazo, nos faz sentir bem no
momento, diz ele, mas a longo prazo, nos torna prisioneiros de uma
dívida.
Vaden sustenta que a procrastinação funciona da mesma maneira. Adiar o
nosso trabalho nos faz sentir bem no momento, mas nos pressiona no
final. “A procrastinação é nada mais do que um credor que cobra juros”,
diz ele. “Fácil, a escolha de adiar o trabalho traz consequências a
longo prazo.”
O verdadeiro custo da procrastinação
Quando Vaden estava fazendo pesquisas para o seu livro, “Take the Stairs: 7 Steps to Achieving True Success”
(Perigee February 2012), perguntou a 10 mil trabalhadores
norte-americanos quanto tempo eles gastam realizando atividades não
relacionadas ao trabalho durante o horário de expediente. A resposta:
uma média de duas horas por dia. Portanto, o equivalente a 25% de um dia
de trabalho de oito horas.
Vaden estima que o custo desse tempo de trabalho perdido é de 10 mil
dólares por empregado, por ano. (Sua estimativa é baseada na média de
salário de 39 mil dólares americanos por ano, de acordo com o Bureau of
Labor Statistics EUA.
“A procrastinação é um dos custos invisíveis mais caros nos dias de
hoje”, diz ele. “Ele não aparece em um P&L ou no registro de um
talão de cheques. As pessoas precisam perceber que qualquer coisa que
desperdiça o seu tempo é um desperdício de seu dinheiro.”
Um ponto particularmente relevante para os executivos e para os indivíduos que são trabalhadores independentes.
Por que procrastinar?
Na opinião de Vaden, as pessoas
procrastinam porque desconhecem o real impacto da prática. As pessoas
também procrastinam, segundo ele, por medo, um sentimento de direito ou
um desejo de ser perfeccionista.
Para resistir à tentação de procrastinar, diz Vaden, os trabalhadores
precisam ter uma visão clara de como ficar em cima do seu trabalho vai
facilitar as suas vidas ou o alcance de seus objetivos.
Ter uma visão clara é particularmente útil para pessoas que
procrastinam a partir de um senso de direito, porque sentem que não
deveriam ter que fazer o trabalho. Se essas pessoas pudessem perceber
como o trabalho determina suas metas, diz Vaden, elas poderiam ser mais
proativas. Gestores que supervisionam empregados com tal atitude devem
prestar muita atenção.
Aos indivíduos que procrastinam por medo de perceber que ele está ok
para ter medo, Vander aconselha a fazer o seu trabalho com medo. Às
vezes essa atitude ajuda as pessoas a superarem qualquer medo que possam
ter sobre o trabalho que precisam fazer.
Perfeccionistas, por sua vez, às vezes não conseguem começar a fazer
seu trabalho, porque eles querem ter um plano perfeito que garanta o
sucesso, diz Vaden. “Eles não percebem que enquanto esperam o plano
perfeito, o direito de diminuir as intervenções diminui, até desaparecer
ao longo do tempo.” O caminho mais curto para o sucesso garantido vem
de fazer as coisas que sabemos que deveríamos estar fazendo, mas não
queremos.”
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