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Quatro forças definirão o mobile payment até 2020

Não é de hoje que as tecnologias da informação e comunicação (TIC) emergem como um suporte fundamental para o avanço dos serviços bancários e iniciativas de inclusão no sistema financeiro. Há tempos, por exemplo, o mobile banking integra o discurso de instituições bancárias brasileiras.

Um relatório recente do CGAP, órgão ligado ao Banco Mundial, aponta quatro cenários prováveis em um futuro de serviços bancários sem agência. O projeto consumiu seis meses e envolveu empresas de tecnologia e finanças de mais de 30 países.

Pelo levantamento, os aparelhos móveis são encarados como alternativa para inclusão das camadas mais baixas da população nos serviços bancários. A pesquisa calcula que, em 2012, existirão 1,7 bilhão de pessoas com telefones celulares mas sem conta em bancos, o que confere uma oportunidade imensa às instituições financeiras.

Dentre as forças que impactarão – positiva ou negativamente – nos serviços estão: as mudanças trazidas pela entrada de jovens com tendências a maior mobilidade geográfica; a participação do governo como encorajador de iniciativas sobre esse tipo de solução; a preocupação com crimes eletrônicos; e o barateamento dos pacotes de internet móvel.

De acordo com o estudo, governo e setor privado tem papel fundamental para garantir investimentos em tecnologia que incluam camadas de baixa renda atualmente a margem do sistema formal.

“O serviço bancário sem agência apresenta uma opção mais barata, mas tem um alcance apenas modesto até hoje na maioria dos países”, afirma o relatório, dizendo que, quem investe nesse tipo de solução atualmente busca lucratividade futura; mudança regulatória que alavanque mercado; queda nos custos de conectividade e criação de mecanismos de transferência sobre redes existentes.

Top 10

O Gartner apontou as 10 principais aplicações móveis que impactarão o mercado e a indústria de telecomunicações até 2012. Das tendências listadas, quatro relacionam-se diretamente ao mercado financeiro. No topo do ranking, inclusive, encontram-se as transferências bancárias. Pagamentos móveis aparecem na sexta posição e Near Field Communication (NFC), na sétima.

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