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Quatro correções necessárias no sistema operacional do Google, o Chrome OS

O Google lançou uma versão do sistema operacional (SO) Chrome para alguns programadores com os Chromebooks Acer AC700 e Samsung Series 5, ambos sintonizados com o canal de desenvolvimento da empresa. A atualização torna a plataforma parecida com o Windows ou o SP para Mac, o OS X. resumindo: o mesmo tipo de tecnologia que a empresa alegava se tornar obsoleta.

 

“Nossa visão com o Chrome OS é fornecer uma experiência de usuários que melhore a cada seis semanas. Umas das áreas que pensamos muito é o ambiente de gerenciamento de janelas e desktop, e criando com isso uma experiência mais simples e intuitiva para os usuários. Conforme a última versão do Chrome OS for lançada no canal beta, nossos usuários perceberão as mudanças”, afirmou um porta-voz do Google.

 

Na verdade, há mais do que apenas alguns usuários do novo sistema no canal do desenvolvedor. Quantos? O Google não diz, e isso raramente é um bom sinal.

 

Entre outras mudanças, como melhor suporte para múltiplos monitores, o navegador Chrome versão 19.0.1048.17 – identificado como versão 2046.20.0 do Chrome OS – inclui uma interface de usuário revisada e uma atualização do Window Manager. Em suma, isso significa que o Google está permitindo que os usuários do Chromebook enxerguem além do navegador e percebam o desktop.

 

A nova Aura Desktop Window Manager trata as janelas do navegador como janelas que podem ser movidas, para revelarem uma área do desktop e podem ser separadas em elementos discretos de interface de usuário. O navegador Chrome agora funciona mais ou menos como os hardwares Windows ou OS X. O recurso também estende o alcance do browser ao sistema operacional subjacente.

 

Isso significa que o SO executará em um ambiente fechado no Windows PCs, se tornando um sistema operacional dentro do Windows? O Google não quis comentar. Mas a documentação Aura sugere isso.

 

O recurso deve ajudar o Chrome OS a ter mais apelo aos usuários. Entretanto, o Google precisa de mais:

 

  1. Melhor hardware: o hardware atual dos Chromebooks tem pouca potência e não são inovadores, basta observar o que a Apple fez com o MacBook Air e outros fabricantes atingiram com os ultrabooks. Melhore o hardware e ofereça modelos de baixa e alta tecnologia.
  2. IDE (ambiente de desenvolvimento integrado) com base na rede: compre a Cloud 9 ou lance o “Brightly”, o muito falado IDE com base na rede. Se deseja que desenvolvedores criem apps de rede, dê a eles ferramentas que permitam o uso do Chrome.
  3. Dê suporte ao armazenamento local: pare com o “nada além da rede”. A noção é absurda, arquivos representam propriedade, oferecem defesa contra travamentos. Libere os arquivos, com isso, o Chrome OS poderá desafiar o Linux, OS X ou Windows.
  4. Aplicativos off-line: a noção de que a computação em nuvem pode substituir a computação local é tão absurda quanto o conceito “nada além da rede”. Google Apps precisa ser executado off-line para ter pelo menos a mesma resposta do Microsoft Word na ausência de conexão de rede. Claro que você não quer operar off-line porque com isso não pode entregar anúncio ou coletar dados, mas é melhor fornecer serviços que as pessoas querem do que tentar levar o consumidor a usar serviços que se adequem a seu modelo de negócio.

 

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

 

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