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Qual é o papel do líder no processo de transformação digital?

A transformação digital representa um debate cuja relevância só cresce no quadro empresarial. Devido ao aumento na complexidade operacional decorrente dos últimos meses, o fator tecnológico ganhou ares de obrigatoriedade para que as organizações preservem a eficiência das atividades mesmo em tempos tão adversos. O que muitos acabam deixando de lado é o papel humano entre tantas informações lançadas e contribuições que justificam o investimento na digitalização. Os líderes corporativos, por exemplo, devem assumir a responsabilidade de adequar a governança como um todo, de modo que ela seja capaz de absorver a inovação e refleti-la no dia a dia dos profissionais.

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Nesse sentido, é importante respeitar as particularidades de qualquer transição. Não se trata de um processo simples e realizado repentinamente, sem grandes necessidades de adequar métodos e capacitar colaboradores, ao contrário, demanda tempo e dedicação pelos que encabeçam a transformação digital na prática. Seguindo essa mentalidade, alguns tópicos mostram-se fundamentais e pavimentam um caminho promissor a se reproduzir.

Entrada forçada à transformação digital?

Segundo um estudo publicado pela IBM abordando o impacto do período de coronavírus sobre a relação das empresas com a tecnologia, 51% dos executivos brasileiros entrevistados afirmaram que a questão acerca da transformação digital será prioridade para os próximos anos. Esse levantamento vai de encontro ao auxílio pontual de soluções inovadoras diante o distanciamento social e as consequências provocadas pelo vírus em solo nacional. Se antes, o tema era discutido com frequência, hoje, ele transcende o aspecto secundário e cumpre uma função primordial para a recuperação empresarial.

Não é fácil tomar decisões abrangentes quando o momento é desfavorável. Com a retomada das atividades e uma perspectiva melhor em termos de recuperação econômica, a tendência é de que o agente tecnológico seja cada vez mais comum para a realidade de muitas organizações, fomentando a produtividade das equipes e benefícios importantes como a redução de custos desnecessários.

Mudança de mindset e o estimulo à inovação

Sob uma ótica unicamente operacional, o ato de automatizar procedimentos é uma missão exclusiva à máquina. No entanto, é de suma importância repensar a participação humana neste contexto. Não é sobre deixar de lado o protagonismo das pessoas, mas de visualizar meios factíveis de se valorizar a figura do profissional por meio de atuações mais estratégicas e subjetivas. A mente humana, com todas as suas características irreproduzíveis, sempre preencherá um espaço cuja a tecnologia não tem a menor intenção de ocupar.

Se deparando com essa condição, em que a transformação digital está em processo de adesão interna, o gestor precisa adotar uma postura de estímulo à criatividade entre os colaboradores. Isto é, encontrar ferramentas capazes de estabelecer um fluxo de ideias ao alcance de todos, sem distinções. Dessa forma, torna-se possível criar uma cultura organizacional pautada pela inovação, o que facilita a preparação dos departamentos quanto à implementação tecnológica.

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Devemos pensar na democratização dos dados

Com a empresa madura digitalmente, todas as atenções se voltam aos insumos produzidos por esse nível de excelência operacional. É impossível não considerar o peso do uso inteligente dos dados para que esses efeitos positivos se transformem em resultados satisfatórios. A coleta e separação de informações relevantes sobre o relacionamento com o cliente, tendências de mercado, melhores métodos processuais, entre outros elementos fundamentais para o sucesso do negócio, precisam estar ao alcance dos colaboradores. Nenhuma organização é bem-sucedida no que diz respeito à transformação digital se não estiver apoiada por uma política clara de democratização dos dados e outros artifícios extraídos dessa movimentação inovadora.

Encerro o artigo destacando que o papel do líder é amplo e determinante para que a tecnologia coloque a empresa em um novo patamar de produtividade e desempenho. Com o suporte de uma visão macro sobre essa transição, sempre priorizando a inteligência analítica de dados e o valor estratégico dos profissionais, o gestor terá todas as condições necessárias para introduzir o componente tecnológico no ambiente corporativo, de modo natural e proveitoso.

*Fernando Brolo é Sales Partner na logithink. Com mais de 10 anos de atuação em canais TOTVS, possui vasta experiência na área comercial e de operações, tendo passado, ao longo de sua carreira, por diversas áreas de negócios, como Gestor Comercial, Executivo de Contas e Vendas, de Operações e de TI

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