A primeira menção do papel de “coach” em desenvolvimento ágil de software foi feita por Kent Beck, criador do Extreme Programming e doTest Driven Development, no livro “Extreme Programming Explained: Embrace Change“. Para Beck, o coach é, igualmente, um gerente tradicional e um ‘tracker’.
Beck posiciona o treinador como alguém que poderia ser um programador ou arquiteto de sistema. Embora esses termos “evoquem visões de gênios isolados tomando as decisões mais importantes sobre o projeto”, continua ele, “o coach é exatamente o oposto. Sua medida é exatamente o máximo de decisões técnicas que toma por si só, que deve ser bem pequeno. Seu trabalho é levar os clientes a tomarem boas decisões. “
A responsabilidade que Beck dá ao coach é, em parceria com os desenvolvedores (especialmente juniores), descobrir as tarefas de desenvolvimento e ajudá-los a desenvolver habilidades técnicas, tais como teste de unidade e refactoring, tudo ao mesmo tempo, servindo como um tradutor para explicar o processo de gestão.
Nos últimos anos, o movimento ágil mudou seu foco para as equipes de trabalho auto-dirigidas, bem como o papel do coach mudou um pouco para corresponder a essa mudança de foco.
Quase sempre, quando pergunto sobre as atribuições de um Agile Coach, a maioria das respostas segue a definição do International Coach Federation (ICF): “O pressuposto é que indivíduos ou equipes sejam capazes de gerar as suas próprias soluções, com o fornecimento de apoio técnico, e a descoberta de abordagens e das estruturas de base.”
Mesmo o livro sobre Extreme Programming se apoia nessa ideia. “Se você tivesse uma equipe tecnicamente auto-suficiente, mas precisasse de ajuda com o seu processo, você poderia ter um coach”, escreve Beck. “Você ainda teria que convencer a equipe a ouvir esse coach. Mas uma vez que as habilidades estivessem lá, o trabalho do coach seria principalmente lembrar ao time de como eles disseram que queriam agir em diversas situações.”
Isto define pelo menos dois papéis diferentes para o Agile Coach: orientar técnico e agente de mudança.
Mas há também quem o veja como uma espécie de facilitador, ou mentor. Ou um evangelista, motivador.
Na prática é possível até que existam mais funções possíveis, dependendo da personalidade e da experiência de cada um. E sua capacidade de interagir com vários tipos de equipes e ambientes. No entanto, estas funções requerem diferentes habilidades e técnicas diferentes. Em alguns casos, eles podem até parecer conflitantes aos olhos dos clientes.
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