Armazenar dados é uma prática muito comum nas organizações. Afinal, é preciso registrar tudo o que acontece no ambiente corporativo a fim de criar um histórico consistente que possa estruturar o planejamento futuro da organização. Mas nem sempre ler esses dados e enxergar respostas é uma tarefa fácil.
Geralmente, grandes bases de conteúdos são acumuladas pelas empresas, mas nas últimas décadas, com a digitalização de todas as informações das companhias, uma massa gigantesca de informações desconexas foi criada, tornando mais difíceis não só a busca por dados consistentes e estratégicos, mas também a maneira destes serem decifrados.
Quando queremos entender os problemas e encontrar as soluções, analisar a base de informações das organizações é extremamente vital. Esses dados ligam os pontos que jamais imaginaríamos que pudessem ser conectados, e nos fornece respostas para perguntas importantes sobre o core business da empresa e as estratégias a serem seguidas para seu crescimento.
A partir daí são transformados em infográficos e os indicadores fornecidos por este podem ser contados por meio de uma em uma história simples, cabendo à liderança ou aos gestores a missão de ler, entender e aplicar a “moral” da história em decisões estratégicas para a empresa. Eis a origem do fenômeno do Data Storytelling.
Mas você deve estar se perguntando: qual a real diferença entre Data Storytelling e análise de dados?
Atualmente, há várias ferramentas que cumprem bem o papel de analisar dados, mas com a dinamicidade do mercado e a exigência cada vez mais crescente por respostas rápidas, as empresas têm buscado instrumentos que forneçam uma análise completa, incluindo recursos para a criação de apresentações dinâmicas e de fácil entendimento.
O Data Storytelling é o resultado do que chamamos de pacote completo: uma solução que seja capaz de analisar dados, cruzá-los e ainda dispor de uma interface que possibilite a construção de apresentações visuais. Com isso, os tomadores de decisão conseguem utilizar apenas uma plataforma para entender o cenário, fazer análises preditivas e apresentar as informações com embasamento e praticidade.
Sendo assim, interpretar as informações e saber como e onde utilizá-las é a parte mais difícil da equação. Entendendo essa dificuldade surge no mercado essa tendência que veio para simplificar a análise e o entendimento das informações por meio de uma história. A ideia é que esta possa ajudar o board da companhia na compreensão do passado e do presente dos negócios, promovendo direcionamentos para estes decidirem como querem que seja o futuro.
A conclusão a ser realizada é: tão imprescindível quanto analisar a alta gama de dados atuais é saber interpretá-las e aproveitá-las de maneira eficaz e benéfica, podendo ainda otimizar tempo e reduzir custos.
(*) Roberto Guerra é diretor-geral da Inteligência de Negócios (IN)
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