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Quais os impactos da internet das coisas no futuro dos data centers?

Grande parte da expectativa em torno da internet das coisas (IoT) está centrada em um modelo descentralizado de edge computing em que dispositivos especializados ficam próximos aos endpoints, que têm poder de processamento.

Porém, cloud computing e o data center ainda são partes críticas da infraestrutura e o enorme crescimento nas implantações de IoT também está afetando esses recursos. Mesmo implantações que se baseiam fortemente em edge computing podem transmitir dados de volta a um hub central para uma análise mais detalhada. Por isso, é difícil argumentar que o aumento da IoT não mudou requisitos e expectativas no data center.

O que não é tão claro é a precisão da natureza das mudanças feitas no data center. De acordo com analistas e até com as pessoas que administram os data centers, o”júri” ainda está muito longe do que, exatamente, a IoT está fazendo.

Conectividade IoT

De acordo com Andrew Fray, diretor administrativo da Interxion, a única coisa que parece clara é que as capacidades de rede e conectividade são as principais áreas em que os centros de dados estão sendo solicitados a melhorar sua produtividade.

“A conectividade é a resposta curta para a pergunta, mas é uma espécie de conectividade consciente, dependendo do que o negócio está fazendo e onde eles querem colocar o resto. Portanto, algumas dessas informações podem precisar de algum tipo de armazenamento profundo: elas podem querer um local de muito baixo custo, com alta latência e tecnologia verde. Ou eles podem querer uma localização transacional muito rápida e de grande volume, caso em que [os data centers ou instalações dos clientes] provavelmente estarão próximos aos centros das cidades ou posicionados em algumas poucas milhas.”

Arquitetando para IoT

Discussões sérias sobre a arquitetura para a IoT estão apenas começando em muitas empresas que serão afetadas pela nova tecnologia, acrescentou Fray. Isso inclui quais partes de uma determinada carga de trabalho estarão na nuvem pública, quais serão trabalhadas na borda e, por fim, as que ficarão no data center interno da empresa.

“Acho que estamos cada vez mais nos conectando. E o que isso significa para nós é que a [Interxion] está encontrando cargas de trabalho cada vez mais conectadas, ou seja, pessoas que querem volumetria ou estão procurando latência e proximidade [baixas]. Então, eles estão procurando por grande largura de banda e/ou mais velocidade”, explica o especialista.

Parte da questão é que a IoT abrange uma enorme variedade de funcionalidades e modelos de implantação. Rohit Mehra, vice-presidente de pesquisa de infraestrutura de redes da IDC, disse que as implicações para suportar a IoT como um todo são muito amplas.

“Há um impacto bastante holístico na infraestrutura de TI no data center – incluindo servidores, armazenamento, rede, segurança e gerenciamento de sistemas, incluindo APM/NPM e análises associadas”, disse ele. “Dependendo dos casos de uso envolvidos, eles podem ser passivos, com volumes esmagadores de dados indo em uma direção, em comparação com aplicativos IoT mais ativos que envolvem ações e respostas automatizadas com base no estado dos sensores que fornecem dados.”

Os pontos de extremidade de IoT estão encontrando seu próprio caminho no data center. Sistemas inteligentes de construção, como HVAC, sensores de temperatura e até mesmo controle de acesso estão surgindo, de acordo com Christian Renaud, vice-presidente da 451 Research. Mas a principal maneira pela qual a IoT afeta os data centers ainda será como um direcionador de capacidade, especialmente para implantações que exigem coordenação em vários sites combinados com baixa latência.

“Existem aplicações em saúde e manufatura e em praticamente qualquer indústria que queira fazer análise de vídeo de dados de câmera versus transmissão de dados brutos para a nuvem”, disse.

Impacto da IoT no gerenciamento do data center

Além do simples fato de que as implantações de IoT colocarão demandas nos recursos tradicionais do data center, seja computação, armazenamento ou conectividade, esses data centers terão que aprender a lidar com as novas funcionalidades. A parte mais difícil disso será a administração, diz Mark Hung,vice-presidente de análise do Gartner.

“Devido à complexidade dos novos aplicativos de IoT, algumas das funções operacionais e de gerenciamento também precisam ser renovadas, usando novas tecnologias automatizadas/baseadas em machine learning em vez de controle manual”, disse.

Essa é uma tarefa complicada pelo fato de as implantações de IoT, apesar de todo o seu rápido crescimento, ainda estarem nos estágios iniciais. Ninguém está realmente certo de como caracterizar seu impacto geral nas operações do data center.

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