A Proteste – Associação de Consumidores, manteve pela segunda vez a vitória na Ação Civil Pública ajuizada contra a União Federal e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ainda em 2011, para obrigá-las a incluir nos contratos de concessão do serviço de telefonia fixa comutada assinados com Telefônica, Oi e Embratel em 1998 e prorrogados em 2005 até dezembro de 2025, os inventários com a relação dos chamados bens reversíveis.
Segundo a entidade, trata-se de um acervo de bens cujo valor estimado está em torno de R$ 100 bilhões incluindo equipamentos, milhares de imóveis e, o mais importante, redes de transporte e acesso essenciais para a prestação dos serviços de telecomunicações e de acesso a Internet, cuja posse, ao final dos contratos, devem retornar a União Federal de acordo com a Lei Geral de Telecomunicações.
A Justiça reconheceu que a falta da lista dos bens reversíveis anexadas aos contratos de concessão representa irregularidade que impede o devido controle sobre uma infraestrutura fundamental e estratégica para o desenvolvimento econômico, social e cultural do país.
Considerando que os recursos que ainda são possíveis não possuem efeito suspensivo, a decisão poderá ser executada desde já em caráter provisório. A Proteste informa que adotará com urgência esta medida, uma vez que a Anatel tem se pronunciado no sentido de que pretende flexibilizar as decisões para liberar a alienação dos bens reversíveis, o que poderá causar vultosos prejuízos ao patrimônio público, bem como às políticas de inclusão digital.
Torna ainda mais frágil o cenário dos bens reversíveis o reconhecimento tanto pela Justiça Federal na ação da Proteste, quanto no Acórdão 3131/2015 do Tribunal de Contas da União de que a Anatel não atuou no sentido de controlar os bens reversíveis, bem como o fato de que a agência tem subavaliado o acervo de bens em apenas R$ 19,8 bilhões.
No entanto, há documentos produzidos pela própria Anatel demonstrando que só as redes de transporte e acesso e seus respectivos dutos e obras de engenharia civil valem mais de R$ 74 bilhões. Divulgada na última semana no Diário Oficial da União, a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª região proferida pelo desembargador e Relator Carlos Moreira Alves.
A Unico, empresa brasileira especializada em identidade digital e biometria facial, ingressou com ações nas…
A Salesforce anunciou parceria com a FIFA como apoiadora oficial da Copa do Mundo de…
Neil Redding será o palestrante de abertura do IT Forum Praia do Forte 2026. Com…
Apesar da consolidação da computação em nuvem como um dos pilares da transformação digital, uma…
As equipes de segurança cibernética enfrentarão um cenário cada vez mais complexo nos próximos anos,…
Apenas uma em cada três pessoas dos Estados Unidos aprova o ritmo acelerado de construção…