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Programas de capacitação em TI são a aposta para falta de mão de obra

A escassez de mão de obra é um grave problema que empresas de diversos segmentos enfrentam e que, há anos, está entre os maiores desafios das corporações, especialmente na área de TI, onde gestores têm certas dificuldades na adaptação aos profissionais da “geração Y”. Uma pesquisa da empresa de recrutamento ManpowerGroup, divulgada em setembro, mostrou que a taxa de escassez de talentos no Brasil é de 63%, quase o dobro da média mundial (36%). Apenas no setor de tecnologia, o déficit de profissionais deve chegar a 720 mil em 2020.

Para driblar o problema, a Ativas investe R$ 1 milhão em treinamentos internos, por e-learning e no exterior para capacitar os profissionais. A medida, segundo a gerente de Recursos Humanos da Ativas, Érica Silva, ameniza esse desafio e retém os talentos na empresa. Além disso, a companhia também reembolsa valores investidos em certificações feitas pelos colaboradores. Atualmente, habilidades classificadas como “soft skills” são consideradas cada vez mais importantes pelas companhias do setor.
A companhia também criou programas que visam desenvolver características específicas em cada um dos colaboradores. O primeiro deles, o “Lideração”, estimula a liderança em gestores e líderes funcionais, de forma que eles estejam alinhados com as competências desejadas pela empresa. Já o “Inovação” é direcionado às melhores práticas e busca a participação dos colaboradores em projetos que visam otimizar e reduzir custos em processos internos da empresa. Além de motivar o envolvimento dos profissionais, o programa oferece uma remuneração financeira à equipe, que varia entre R$ 10 e R$ 20 mil, de acordo com a redução de custos que o projeto proporcionou à empresa.
Para potencializar a chegada de novos profissionais e o preenchimento de vagas, o RH da Ativas criou o “Eu conheço, eu confio, eu indico”, programa pelo qual os colaboradores recebem prêmios ao indicar profissionais competentes para ingressar na empresa. “Essa ação é muito importante, já que a dificuldade de encontrar bons profissionais de tecnologia é ainda maior em Minas Gerais, onde a Ativas é sediada. A maioria dos profissionais de tecnologia está em São Paulo”, conclui Érica.

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