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Programaê! ensina programação para adolescentes da Fundação Casa

Em uma sala repleta de computadores, adolescentes de 16 e 17 anos empenham-se em atividades on-line e offline, dando os primeiros passos no universo da programação com a orientação de instrutores qualificados. A cena poderia acontecer no laboratório de informática de uma escola de classe média, mas nesse caso, os protagonistas são jovens da Fundação Casa, responsável pela aplicação de medidas socioeducativas de restrição e privação de liberdade no estado de São Paulo.

Por meio do Programaê!, fruto da parceria entre Fundação Lemann e Fundação Telefônica Vivo, agentes educadores, técnicos e pedagogos da Gerência de Educação Profissional (GEP) da Fundação Casa vêm sendo treinados há dois anos para multiplicar o conhecimento sobre programação por meio das ferramentas Scratch e Code.org, ideais para quem deseja começar a programar.

Hoje são quase 300 jovens, meninos e meninas, participando dos cursos, com duração de três meses, em 36 unidades da Fundação Casa. Em 2015, quando a ação começou, eram atendidos cerca de 100 adolescentes em 10 centros.

Os resultados, de acordo com alunos, passam pelo desenvolvimento dos raciocínios lógico e estratégico e pelo progresso em matérias escolares como matemática, geometria e inglês e extrapolam o conhecimento acadêmico, já que muitos relatam evolução nas aptidões pessoais, como trabalho em grupo, tolerância, paciência.

Para Tiago Maluta, Analista de Operações da Fundação Lemann, apresentar a esses jovens uma possibilidade de profissão é algo excelente. “Estamos conseguindo demonstrar que programação pode ser uma importante ferramenta de transformação social, já que com a plataforma dinâmica e lúdica do Programaê!, adolescentes absorvem conhecimento de maneira prática e gradativamente ganham autonomia, o que impacta positivamente em seu processo de ensino e aprendizagem. Isso reflete em confiança para criar e desenvolver, além de ser uma porta para aprimorar o conhecimento em programação e despertar a possibilidade de, futuramente, ter uma profissão nesse mercado”, destaca.

Ao fim do processo os alunos recebem um certificado do Programaê! e podem compartilhar os resultados de seus projetos, via internet, com outros usuários das ferramentas. A possibilidade de realizar uma atividade online foi considerada uma quebra de barreira para a Fundação Casa. “Garantir o acesso à web foi um dos principais desafios da implantação do projeto. Os esforços, no entanto, foram muito válidos, já que temos notado um grande interesse pelas aulas de programação”, observa a superintendente pedagógica Marisa Fortunato. “Motivados, os jovens veem melhoras em seu rendimento escolar e despertam o interesse pela área de formação tecnológica”, completa Ana Maria da Silva, gerente de educação profissionalizante da Fundação Casa.

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