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Programa para envio de spam torna público mais de 700 milhões de e-mails

Mais de 700 milhões de endereços de e-mails, bem como milhões de senhas, caíram em domínio público graças a um programa de spam mal configurado, o que gerou um dos maiores vazamentos de dados já registrados. De acordo com especialistas em segurança, o número final de e-mails reais deve ser bem menor em razão da grande incidência de endereços falsos, incorretos e repetidos.

Os dados ficaram expostos porque os geradores de spams falharam em dar segurança a um de seus servidores, permitindo a qualquer visitante baixar vários gigabytes de informações sem solicitar qualquer credencial. É impossível determinar quantos baixaram a sua própria cópia dessa imensa base de dados.

Embora existam mais de 700 milhões de endereços de e-mails na base de dados, aparentemente muitos deles não são associados a contas reais. Alguns são incorretamente pinçados da internet enquanto outros parecem terem sido criados por adivinhação, com a adição de palavras como “vendas” antes de um domínio padrão, gerando, por exemplo, vendas@newspaper.com.

Há ainda milhões de senhas nesse vazamento que parecem ser resultantes da coleta de informação por parte dos geradores de spams na tentativa de ingressar nas contas de e-mails dos usuários e enviar mensagens personalizadas com seus nomes. Especialistas afirmam, porém, que a maioria das senhas aparentam ter sido coletadas em vazamentos anteriores, como o de 164 milhões de contas registrado pelo LinkedIn em maio do ano passado.

Na análise de Giovanni Verhaeghe, diretor de produto e estratégia de mercado da Vasco Data Security, fornecedora de soluções de identidade, segurança e produtividade para os negócios, vazamentos desse porte sublinham, uma vez mais, a importância da educação quando o tema é gerenciamento e uso de senhas. “Alterar as senhas comprometidas pode ser um bom primeiro passo, mas o vazamento tem pouco a ver com as senhas que nós usamos. Ele é resultado da facilidade com que esses dados podem ser acessados por quem está de fora. O peso da responsabilidade recai fortemente nas organizações e no quanto elas investem na segurança das informações que os usuários compartilham com elas. Isso fará uma enorme diferença em termos da confiança do usuário”, ressalta.

O especialista destaca ainda que os usuários hoje querem uma experiência confortável entre os diversos canais à sua disposição. “Quanto mais amigável a interface com o usuário, maior é a necessidade de segurança. A segurança pode e deve ser transparente, mas se ela não protege os usuários e os seus dados ela pode estar deixando a porta aberta para ataques criminosos”, conclui.

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