Avanços tecnológicos permitem uma monitoração crescente de cada indivíduo e isso pode ser feito através de telefones celulares, passes eletrônicos de metrô ou outro meio de transporte, cartões de crédito, ATMs bancários, sistemas de segurança instalados em automóveis e mesmo a internet. A partir desses sistemas, pode-se monitorar o deslocamento de uma pessoa, suas compras, operações bancárias etc.
No caso da internet, a situação é ainda mais delicada. A web é cada vez mais utilizada para as nossas operações bancárias, compras e consultas, e vamos nos cadastrando e deixando informações em inúmeros sites e prestadores de serviço. O número de internautas tem crescido mundialmente a taxa de 15% e a banda utilizada tem quadriplicado ano a ano, dados que indicam que os internautas já existentes utilizam cada vez mais a internet nas suas atividades diárias.
Em relação ao mercado de e-commerce, existem previsões de que o mercado tanto no segmento B2C como B2B deve crescer em 10 vezes até 2004, atingindo neste ano a cifra de 8 trilhões de dólares mundialmente. Mas como atrair e reter esse contingente crescente de novos consumidores?
A estratégia utilizada é a prestação de serviços customizados, que é um dos diferenciais competitivos na internet. Contudo, para se conseguir ter serviços realmente customizados e que vão de encontro às necessidades dos nossos clientes, precisamos conhecê-los e precisamos coletar suas informações de caráter geral e de cunho comportamental.
E a web se incorpora no nosso dia-a-dia por conveniência em termos de tempo e até ganhos financeiros. Hoje, por conta dos serviços de preços dinâmicos, conseguimos descobrir qual é a loja virtual que oferece o melhor preço e o mais eficiente método de entrega, ou mesmo participar de um leilão para conseguir fazer a nossa compra a um preço ainda mais vantajoso.
Assim, podemos dizer que através da internet e de sistemas que fazemos uso no nosso dia-a-dia, hoje existe um número crescente de maneiras de se rastrear pessoas e de obter informações sobre elas. Tendo em vista o acontecimento de 11 de setembro, autoridades governamentais e orgãos de investigação estão cada vez mais propensos a utilizá-las em prol do aumento da segurança de cada indivíduo. Foi noticiado na mídia americana ainda que o FBI está discutindo com diversos ISPs a possibilidade de monitorar tráfego de correio eletrônico.
Em casos de aeroportos e outros espaços públicos, está sendo avaliadas a implantação de um número crescente de sistemas de segurança baseadas em técnicas biométricas, como reconhecimento de íris, impressão digital, de voz e até de face. Estes sistemas são excelentes ferramentas de autenticação, pois baseiam-se em características intrínsecas do ser humano e têm, como uma de suas principais vantagens, o fato de ser intransferível, não poder ser perdido e nem roubado.
Ou seja, depois de 11 de setembro existe uma nova realidade. De um lado a indústria de aviação incluindo fabricantes e companhias aéreas que sofrem com o turismo em baixa e do outro empresas de investigação pessoal e de desenvolvimento tecnológico de segurança têm tido uma significativa valorização no mercado. Do ponto de vista tecnológico, as soluções mais avançadas de segurança estão ganhando um grande impulso. Novos paradigmas devem nortear a questão privacidade versus segurança, caminhando-se para um novo ponto de balanço no qual o indivíduo deve abrir mão, de sua privacidade em prol da conveniência em benefício da sua segurança pessoal.
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