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Presidente da Ericsson Brasil defende LTE

A tecnologia Long Term Evolution (LTE) está ampliando o número de aliados. Dados divulgados nesta quinta-feira (27/08) pela Global mobile Suppliers Association (GSA) mostram que houve um aumento de 50% no comprometimento com redes 4G desde o último levantamento, feito em março de 2009. A associação informa que, agora, já estão previstas 39 redes comerciais, sendo que 14 devem estar em funcionamento até o final do ano que vem.

Enquanto isso, no Brasil, a discussão aos poucos ganha corpo. Isso porque, o investimento alocado nas redes 3G ainda não foi recuperado e não se sabe ao certo qual seria a disposição das operadoras de investir em novas tecnologias neste momento. O presidente da Algar Telecom, Divino Sebastião de Souza, por exemplo, lembra que, só em frequência, as operadoras gastaram R$ 5 bilhões para implantar a terceira geração. “Tem discussão de LTE, mas ainda está em andamento o investimento da 3G. Se coloca outra, não paga.”

Em entrevista durante o 53º Painel Telebrasil, a presidente da Ericsson Brasil, Fátima Raimondi, se mostrou otimista em relação ao futuro da rede 4G. “LTE será importante, como 3G está sendo. É uma oportunidade no sentido de rapidez e de levar para regiões remotas”, acredita.

De acordo com a executiva, a Ericsson está comprometida e bem adiantada com as pesquisas nesta área. “Não temos nada contra o WiMax, mas precisa volume. Há mais 3G que WiMax, por isso é mais barato”, avalia.

O mesmo processo ela enxerga em relação a tecnologia 4G. “A Ericsson defende o LTE. Está adotada por diversas operadoras, terá volume e será mais barata”, prevê. Fátima explica ainda que o fato de LTE falar 3G e GSM, as operadoras “podem usar infraestrutura existente para ofertar LTE.”

Essa defesa feita pela Ericsson Brasil acaba não sendo uma novidade e segue um alinhamento global. A fabricante tem se mostrado tão empenhada em estabelecer o LTE como padrão para 4G que acertou a compra da divisão wireless da Nortel, que possui muitas patentes em Long Term Evolution.

Até por conta dessa investida, a Research In Motion (RIM), que também estava interessada na tecnologia, tentou bloquear a venda por meio de pedidos endereçados ao governo canadense, mas a movimentação não surtiu efeito.

*O repórter viajou a convite da Telebrasil

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Especial: Corrida pelo LTE

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