Um ciberataque que interrompe um provedor de serviços de nuvem pode causar prejuízo de até US$ 53 bilhões, segundo relatório da empresa de seguros Lloyd’s e da Cyence, companhia de modelagem analítica de riscos cibernéticos. Segundo o estudo, a variação mínima das perdas neste cenário de interrupção dos serviços de nuvem é de US$ 4,6 bilhões.
Ainda, o relatório aponta que uma falha de um sistema operacional crítico administrado por empresas pode gerar perdas de US$ 28,7 bilhões.
Os resultados também revelam que, apesar da demanda por seguros contra riscos cibernéticos seguir em crescimento, a maioria dessas perdas não está segurada, o que deixa um déficit de bilhões de dólares em seguros.
Inga Beale, CEO do Lloyd’s, destaca que o relatório dá uma noção real do tamanho do estrago que um ataque cibernético poderia causar à economia global. “Assim como alguns dos piores desastres naturais, esses eventos podem causar um impacto grave em empresas e economias, desencadeando inúmeras solicitações de acionamento do seguro e aumentando drasticamente os custos do serviço. As seguradoras precisam considerar essa forma de cobertura contra riscos cibernéticos e assegurar que os cálculos dos prêmios estejam em sintonia com a realidade da ameaça no ambiente digital”, diz.
Segundo a executiva, o estudo engloba esses cenários para ajudar as seguradoras a obterem um melhor entendimento sobre a sua exposição ao risco cibernético, para que possam melhorar a gestão da exposição de seu portfólio e a precificação do risco, estabelecer limites adequados e expandir seus serviços, com confiança, para essa que é uma classe inovadora e de rápido crescimento.
Trevor Maynard, responsável pela área de inovação do Lloyd’s, destaca que as conclusões desse relatório sugerem que perdas econômicas relacionadas a ataques cibernéticos podem ser, potencialmente, tão grandes quanto aquelas causadas por grandes furacões. “As seguradoras podem beneficiar-se ao pensar sobre cobertura para ataques cibernéticos nesses termos, e adquirir subsídios específicos para considerar catástrofes cibernéticas Para isso, a coleta e a qualidade dos dados são muito importantes, principalmente quando o risco cibernético está em constante mudança”, afirma.
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