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Porto Seguro lança aceleradora Oxigênio com foco em TI

Seguindo uma tendência cada vez mais comum entre as grandes corporações, a Porto Seguro anunciou sua aceleradora de startups, a Oxigênio Aceleradora. Trata-se de uma iniciativa que tem a clara missão de deixar o grupo mais próximo das inovações que acontecem no mercado e ter acesso às mais diversas soluções antes da concorrência, criando, assim, um diferencial maior aos seus produtos. O projeto, que surgiu dentro do departamento de tecnologia da Porto Seguro, tem parcerias importantes, como com a Liga Ventures e com a aceleradora norte-americana Plug and Play, o que vai dará às empresas aceleradas algumas vantagens em relação aos processos mais tradicionais.

Os números compartilhados pela companhia mostram que existem objetivos claros e ousados nessa nova empreitada. A ideia é acelerar ao menos 10 startups por ano, cinco por semestre. Cada startup uma receberá investimento total de US$ 150 mil, sendo US$ 50 mil em espécie e o restante em recursos indiretos como estrutura e mentoria. Em três anos, eles projetam 40 empresas aceleradas. A primeira leva de nascentes deve ocupar o espaço da aceleradora em janeiro de 2016.
“Queremos estimular o ecossistema de empreendedorismo no Brasil por meio da aproximação com startups. No final, todo ganham. Nosso programa é bastante diferenciado e garante à startup acesso a todo o mercado de atuação da Porto Seguro”, comentou Italo Flammia, CIO da Porto Seguro e diretor da Oxigênio Aceleradora. A companhia conta atualmente com 8 milhões de clientes, só este número dá a dimensão do mercado a que essas empresas terão acesso.
Além do volume de clientes e de um aporte financeiro interessante, outro grande benefício às aceleradas vem da parceria com a Plug and Play, aceleradora baseado no Vale do Silício. Por meio da aliança, o processo de aceleração com duração de seis meses será realizado em duas etapas: três meses no Brasil e outros três nos Estados Unidos, onde essas empresas se confrontarão com outra realidade e poderão desenvolver-se dentro de um ponto de vista onde a competitividade é mais alta e o ecossistema de startups é bem mais maduro que o nacional.
A Oxigênio Aceleradora também contará com um espaço próprio de 1200 metros quadrados no bairro de Campos Elíseos, região central da cidade de São Paulo. Como disseram os executivos, o local contará com laboratórios equipados com todo tipo de tecnologia, como impressora 3D, óculos de realidade virtual, sistemas diversos, para que as companhias possam desenvolver e aprimorar seus protótipos.
Pelo menos 40 mentores farão parte do time que dará assistência às aceleradas e parte dessas pessoas será trazida pela Liga Ventures, especializada na conexão de startups e grandes empresas. Como explicou Rogério Tamassia, diretor e cofundador da Liga, a empresa fará todo o backoffice da aceleração, dando suporte ao processo de seleção e também aos trâmites do dia a dia. “Os processos de mentoria estão bem definidos e faremos toda a governança com metas quinzenais, mesmo quando elas estiverem no Vale do Silício”.
Ainda em relação à parceria com a Plug and Play – apresentada à Porto Seguro pela Liga -, o acordo se deu ao fato de a Plug and Play também entrar com investimento, ou seja, parte do aporte financeiro será feito pela norte-americana. Dessa maneira, ao final da aceleração eles também terão participação nas nascentes. Como detalharam os executivos, 10% do capital das aceleradas será fatiado meio a meio entre Porto Seguro e Plug and Play.
“Observamos vários modelos, mas criamos algo mais próximo ao nosso negócio e também com essa premissa da experiência internacional. O conflito positivo que será gerado na mentoria internacional estimula muito e o mercado brasileiro ainda é imaturo e muito bairrista, precisa pensar diferente”, relatou Mauríxio Martinez, gerente da Oxigênio Aceleradora e líder da prática de pesquisa e inovação da Porto Seguro.

Quer participar do processo?

– As inscrições vão de 23/09 até 25/10 e podem ser feitas pelo site www.oxigenioaceleradora.com.br
– É preciso que seja uma startup de tecnologia, com sinergia em alguma das linhas de negócio da Porto Seguro (seguros, financeira, telecom, alarmes, saúdo) e já possuam um MVP, ou seja, um produto constituído e/ou um protótipo
– Pede-se também que a empresa esteja em estágio intermediário de desenvolvimento
– O processo de seleção deve ser concluído em novembro e, em janeiro, a primeira leva começa o processo de aceleração, seguindo a dinâmica de três meses no Brasil e três nos Estados Unidos

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