Empresas vêm aderindo a processos mais assertivos e inclusivos na hora de selecionar novos colaboradores. Criado na Europa, o recrutamento às cegas evita que a contratação seja baseada em critérios como gênero, raça e até classe social, para focar especialmente nas competências oferecidas pelo candidato.
Com o modelo, as informações do candidato e os vídeos gravados em plataformas ficam ocultos para as empresas, tendo o recrutador acesso somente ao áudio com as respostas e vídeo de forma embaçada. Ele só terá acesso ao material completo, caso o aprove o candidato para a próxima fase do processo, tornando as seleções mais justas e inclusivas, em um cenário em que, por exemplo, segundo dados levantados pelo Instituto Ethos, homens brancos com ensino superior são a maioria nas empresas, principalmente quando se fala em cargos de liderança.
Idealizadora e CEO da Jobecam, plataforma de empregos que busca otimizar os processos de recrutamento e seleção, por meio da ferramenta de vídeo e uso de algoritmos inteligentes, Cammila Yochabell, elencou três razões para empresas e recrutadores investirem nesse modelo de processo seletivo. Confira!
O principal intuito de um processo humanizado é excluir vieses inconscientes do recrutador que normalmente acontecem a partir de fatores como gênero, raça e classe social, por exemplo, e focar exclusivamente nas competências do candidato. Esse tipo de processo é importante para mudar um pouco esse cenário.
No Brasil, segundo o IBGE, as mulheres estão em apenas 13,6% dos executivos do país. O favorecimento de homens na contratação para cargos de liderança se dá em cinco das oito divisões apresentadas pela pesquisa. Mulheres são a maioria como trainees, estagiárias e aprendizes, cargos considerados operacionais.
Já as pessoas negras são apenas 4,9% dos conselhos administrativos das corporações de todo o país. Quanto maior o nível hierárquico das funções menos negros aparecem nesses cargos.
A equidade pode surgir como uma das soluções oferecidas para alavancar a empresa. Uma pesquisa recente da McKinsey mostrou que apenas o fato de mulheres ocuparem cargos de liderança aumenta em pelo menos 21% a probabilidade de uma performance financeira acima da média.
A diversidade de pessoas promove a competitividade intra e inter corporativa. Ehttps://itforum.com.br/wp-content/uploads/2018/07/shutterstock_528397474.webpsos como Peter Druker (um dos nomes da administração moderna) apontam que políticas como essa são uma das principais estratégias atuais para o sucesso de uma empresa.
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