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Polycom fortalece colaboração em vídeo e prepara centro de treinamento no País

No balanço de 2012, que começa a se despedir, os resultados foram positivos na história da Polycom, de acordo com Paulo Roberto Ferreira, diretor geral da empresa no Brasil. Segundo ele, considerando todos os acontecimentos e abalos na economia mundial, o saldo foi atraente para a companhia que pretende seguir na trajetória de crescimento de mais de 30% em solo nacional.

Para 2013, a empresa planeja investir em um centro de treinamento em São Paulo, em local que ainda está sendo analisado. “Investimos em modernização da unidade brasileira e em treinamento, de 2011 até agora, mais de 2 milhões de dólares e continuaremos com essa estratégia”, avisa Ferreira que revela a intenção da empresa de apostar na fabricação local. “Mas não temos previsão. Estudamos essa possibilidade todos os anos. Mas é importante falar que estamos sempre pensando nessa estratégia.”

A meta, reforça o executivo, é reiterar a direção focada em software, fugindo da tradição em hardware, em especial com soluções de colaboração em vídeo. Para isso, conta com três distribuidores e 30 empresas parceiras para “capilarizar” a atuação.

Ferreira acredita que, no atual mundo móvel e conectado, a colaboração em vídeo tornou-se extremamente atraente [vídeo representa 70% da receita], especialmente para as organizações que desejam agilizar as tomadas de decisão e também reduzir custos com estadas e passagens aéreas de seus executivos para a realização de reuniões de negócios.

Em outubro deste ano, esteve no centro da estratégia uma nova extensão da Plataforma Polycom RealPresence, o Polycom RealPresence CloudAXIS Suite. O recurso possibilita estender a colaboração a usuários de social media, via browser.

A colaboração por vídeo da Polycom inclui acesso universal e redes sociais, permitindo a interação com usuários de Skype, Facebook, Google Talk e outros aplicativos a qualquer hora ou lugar. “Esse é um grande diferencial que nos coloca em linha com tudo o que está acontecendo no momento. Os usuários estão espalhados pelas redes sociais e precisam interagir”, diz.

Mas não é somente a comunicação o alvo das aplicações de vídeo. Segundo Ferreira, a telemedicina tem crescido bastante no Brasil, e a empresa tem como clientes importantes empresas, não somente na área de saúde, como hospitais e clínicas, mas em outros segmentos que desejam aprimorar o atendimento médico em locais de difícil acesso. 

“A Petrobras é nosso cliente. Em plataformas baseadas no mar, poder transmitir um vídeo com alta resolução, de um ferimento ou outra situação para um médico em terra avaliar, pode agilizar o atendimento ou promover procedimentos capazes de salvar vidas”, destaca o executivo para quem 2013 será um ano promissor para colaboração em vídeo. “É a tendência. E estamos em linha.”

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