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Política de nomes no Google+ deixa usuários insatisfeitos

O Google começou a liberar apelidos no Google+ na última semana. A companhia foi muito criticada, no início, por proibir que os usuários da rede social utilizassem pseudônimos como identificação.

O vice-presidente de produtos do Google, Bradley Horowitz, afirmou que a empresa escuta “os comentários da comunidade sobre a política de nomes” e que anunciará vários recursos “que irão resolver a maioria desses problemas”.

A gigante de buscas pode ter escutado, mas essa resposta deixou muitos usuários na dúvida se a companhia realmente os ouviu. Isso porque os comentários no anuncio de Horowitz davam conta da insatisfação dos incritos no G+. “Vemos muita retórica ao longo das linhas de ‘nós aprendemos’ e ‘nossas atitudes mudaram’ que ainda não se traduzem em nada de concreto sobre o tipo de comunidade que é permitida no Google+”, afirmou Simon Bridge, usuário do Google+.

Se as estatísticas fornecidas por Horowitz estão corretas, na verdade, a maioria das questões das políticas de nomes foram tratadas, já que 60% dos pedidos submetidos ao Google – a grande maioria – busca o uso do apelido. Apenas 20% dos pedidos buscam o uso de pseudônimo.

Mas se é apenas uma minoria que continua insatisfeita, é uma minoria forte. E entre os usuários que responderam a Horowitz, a maioria acredita que as mudanças são inadequadas. Nos comentários, o arquiteto chefe do Google+, Yonatan Zunger disse que a política atual é fruto de um sistema com base nos nomes.

“Isso não é uma questão de funcionalidade tanto quando de comunidade. Você tem um tipo de comunidade diferente quando as pessoas são conhecidas como “Maria da Silva” em vez de ‘captaincrunch42’, e como produto social, decidimos que o primeiro tipo de comunidade é o modelo que queremos construir”.

Liberdade de expressão não é liberdade de retaliação nos Estados Unidos ou em outro lugar, sem pelo menos, uma proteção por pseudônimos. Quando governos autoritários favorecem políticas de nomes reais, a necessidade de pseudônimos deveria ser clara.

Se o Google compreendeu essa ideia, sua insistência nela parece frágil.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini

 

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