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Polícia dos EUA tem usado histórico de localização do Google para rastrear suspeitos

É notório que o Google tem acesso às informações de localização dos usuários de dispositivos Android. Por isso a polícia tem recorrido a esse arsenal de dados para ajudar na condução de investigações criminais nos Estados Unidos. As informações foram divulgadas por fontes sigilosas da empresa ao The New York Times no sábado.

Segundo o veículo, as consultas policiais ao banco de dados de localização de dispositivos móveis (conhecido internamente como Sensorvault) do Google aumentaram significativamente nos últimos seis meses. Existente há quase uma década, o banco de dados concentra registros de localização de milhões de telefones em todo o mundo, que são fornecidos a autoridades de vários países mediante apresentação de mandados de busca.

A partir do Sensorvault, seria possível restringir dispositivos situados em uma determinada localização geográfica em período específico. A reportagem do NYT aponta que esses dados foram utilizados pela primeira vez por agentes federais em 2016 nos Estados Unidos, de modo que o Google chegou a receber 180 pedidos deste procedimento em uma semana.

Para acessar dados de localização, as autoridades precisam exibir um mandado chamado “geofence”. Assim, as autoridades apresentam ao Google o mandado com intuito de identificar smartphones que estariam próximo ao local do crime. Posteriormente, a companhia levanta informações no Sensorvault e compartilha dados com os investigadores sem identificar os nomes dos proprietários dos dispositivos.

Esses dados, então, são analisados pelas autoridades e quando determinados dispositivos são atrelados a uma atividade suspeita, o Google deve fornecer o nome real, endereço de e-mail e outras informações relacionadas aos dispositivos específicos.

Fontes do Google enfatizaram ao NYT que nem sempre o método mostrou-se eficaz na solução de crimes, já que resultou na acusação e prisão de inocentes que foram localizados próximos a cenas de delitos. É o caso de um homem que chegou a ficar preso equivocadamente por uma semana no ano passado em uma investigação de assassinato e depois foi liberado quando autoridades identificaram outro suspeito.

Dessa forma, o Sensorvault endossa a discussão sobre coleta e privacidade de dados dos usuários e esbarra inevitavelmente na possibilidade da tecnologia comprometer inocentes. Uma vez que uma mesma pessoa pode fazer múltiplos logins em dispositivos Android, o banco de dados não garante a exatidão dos registros.

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