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Poder de compra

“Não tínhamos os recursos técnicos para fazermos isso sozinhos”, declara Mike Courtney, gerente do projeto de reestruturação das licitações, da Purdue que, ele enfatiza, é uma instituição educacional, e não uma empresa de comércio eletrônico. O planejamento e a implementação de serviços por parte da Deloitte, associados ao software de ORMS (Sistema de Gerenciamento de Recursos Operacionais), da Ariba, representaram um importante papel para que o sistema entrasse em funcionamento em nove meses.

À medida que o mercado das transações entre corporações (business to business) se torna mais acessível, existe uma vantagem em trocar os métodos manuais de realização de procurement por aplicativos de Internet, que permitem o acesso às comunidades de negócios na Web e a diminuição dos custos de compra por meio da agregação da capacidade de gastos. Mas isso não é fácil. Muitas empresas não dispõem dos recursos, da tecnologia, das habilidades ou do tempo necessário para conseguir colocar um sistema de processo de compra eletrônica em ação.

Para conseguir isso, companhias como Cargill, Great-West Life and Annuity Insurance e Sabre estão recorrendo aos distribuidores de software, integradores de sistemas e fornecedores de soluções pela Internet, a fim de obter ajuda. Essas empresas automatizam a requisição, a criação de ordens de compra e os processos de pagamento, e ajudam os clientes a desenvolver planos para administrar a escolha do fornecedor e a logística. “A partir da perspectiva do usuário final, é muito difícil implementar um sistema de licitação eletrônica sem a ajuda de uma empresa de serviços”, afirma Lisa Williams, gerente do programa para comércio eletrônico no setor de business to business do instituto de pesquisa The Yankee Group. “As relações entre vendedor e comprador, entre comprador e mercado e, ainda, entre consumidor e tecnologia são complicadas, não apenas em termos de implementação, mas em termos de estratégia de compras.”

Os serviços de e-procurement também ajudam a proporcionar um retorno de investimento, assegurando que o software esteja apropriadamente instalado e integrado com os sistemas servidores da companhia, negociando contratos com o fornecedor e proporcionando uma interface que permita aos sistemas do comprador se comunicar com os sistemas dos fornecedores. Outro benefício: muitos provedores de serviços de licitação eletrônica oferecem treinamento e educação sobre as soluções que eles ajudam a implementar.

“O rápido retorno de investimento inclui treinamento em áreas que abordam como os novos processos de negócios irão funcionar e como utilizar o novo software”, declara Robin Palmer, vice-presidente sênior do gerenciamento de canais de fornecimento da KPMG Consulting. “O mercado ainda está criticamente desprovido da habilidade para fazer com que os serviços funcionem conforme se necessário para obter um sistema de e-procurement adequado e em funcionamento”, comenta Palmer.

“Os executivos de negócios estão exigindo mais em termos de licitações, mas a tecnologia de informação (TI) está sendo utilizada em potencial quando se trata de estratégia”, diz Lawrence Kohn, presidente da CoNext, uma subsidiária totalmente de propriedade da EDS. A CoNext, que inclui especialistas em gerenciamento de canais de fornecimento, da A.T. Kearney, trabalha com companhias para estabelecer estratégias de licitação eletrônica, incluindo seleção de fornecedores e implementação. “No final, o cliente deve estar apto a aproveitar as relações com novos fornecedores e os modelos mais recentes, que têm preços mais baixos”, afirma Kohn.

Parece que as companhias estão comprando de acordo com modelos de serviços. O rendimento dos serviços associados com software para empresas que realizam transações eletrônicas, incluindo licitações, está projetado para chegar aos cinco bilhões de dólares em 2003, partindo dos 441 milhões de dólares registrados no ano passado, de acordo com a Forrester Research. O instituto de pesquisa afirma ainda que o rendimento total do mercado de serviços de comércio eletrônico nos EUA, que engloba estratégia, marketing, projeto e serviços técnicos, está previsto para atingir os 64,8 bilhões de dólares em 2003, seis vezes mais do que os 10,6 bilhões de dólares do ano passado. Um estudo da Deloitte publicado no ano passado indica que mais de 90% das empresas já incorporaram o e-procurement em seus planos de negócios.

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