Projetos do CPqD para cidades e agronegócio inteligentes são aprovados pelo BNDES

O CPqD acaba de ter seus projetos-pilotos nas áreas de agronegócio e de cidades inteligentes selecionados pelo BNDES, dentro da chamada pública lançada pelo banco em junho do ano passado – e que teve o resultado divulgado na sexta-feira (11/01).

O objetivo da iniciativa do BNDES é apoiar a validação de soluções de internet das coisas (IoT), conduzidas por diversas instituições tecnológicas no país, em três ambientes: cidades inteligentes, rural e saúde. Para isso, o banco está aportando um valor total de R$ 30 milhões, que serão destinados a 15 planos de projetos-pilotos de 11 instituições, a serem executados em 32 municípios brasileiros.

Na área de cidades inteligentes, o plano apresentado pelo CPqD envolve a implantação de cinco casos de uso inovadores de IoT em um ambiente urbano real: a cidade de Campinas, no interior paulista, que atuará como laboratório vivo das soluções. “A proposta é validar essas soluções no living lab de Campinas para que seu uso possa ser estendido a outras cidades brasileiras”, afirma Maurício Casotti, gerente de Desenvolvimento de Negócios em Cidades Inteligentes do CPqD.

O projeto Pilotos IoT – Cidades Inteligentes tem três focos principais: aumento da capacidade de vigilância e monitoramento de áreas da cidade para inibir e mitigar situações de risco à segurança; redução do tempo de deslocamento e aumento da atratividade de transportes públicos, e criação de rede de iluminação pública que habilite soluções de IoT de forma ampla na cidade. Para isso, o CPqD conduzirá dois projetos-pilotos, que englobam os cinco casos de uso e envolvem um total de 15 parceiros, entre usuários reais (secretarias e empresas públicas, por exemplo), fornecedores de tecnologia, startups e empresas de serviços.

Um dos pilotos prevê o uso de videomonitoramento auxiliado por visão computacional para atender aos objetivos de aumento da segurança pública e de melhorias na mobilidade urbana, com o aumento da produtividade dos agentes públicos envolvidos. Também está prevista nesse piloto a instalação de estações meteorológicas compactas e conectadas, destinadas à medição e predição de microclima visando a geração de alertas sobre a possibilidade de desastres ambientais.

O outro piloto envolve a introdução de um modal de veículos elétricos compactos compartilhados, para reduzir os congestionamentos e a emissão de dióxido de carbono (CO2). Além disso, inclui a implantação de uma plataforma de telegestão para iluminação pública que, além de melhorar a prestação desse serviço, deverá habilitar o uso de soluções IoT de forma ampla na cidade.

Os cinco casos de uso para cidades inteligentes integram as quatro camadas da IoT (dispositivos, conectividade, suporte à operação e segurança) e são interoperáveis, por meio da utilização da plataforma aberta dojot, desenvolvida pelo CPqD.

Pilotos IoT Agro

O projeto Pilotos IoT para o Agronegócio Inteligente do CPqD, também aprovado pelo BNDES, tem como focos a otimização da operação de máquinas agrícolas, o uso eficiente de recursos naturais e insumos, a previsão de microclima, a gestão de pragas e a segurança sanitária e bem-estar do animal, na pecuária de precisão. Está estruturado em três pilotos e tem a Fundação Instituto de Administração (FIA) da USP como principal instituição avaliadora – que atuará em parceria com a ESALQ e o IAC.

“O desenvolvimento de sistemas IoT em larga escala no agronegócio pode gerar ganhos de produtividade, qualidade e redução de custos ao produtor rural”, enfatiza Fabrício Lira Figueiredo, gerente de Desenvolvimento de Negócios em Agronegócio Inteligente do CPqD.

“Com os pilotos, a intenção é integrar tecnologias e validar casos de uso implementados com base em arquitetura IoT de referências abertas, padronizadas e interoperáveis, em diferentes cenários e culturas agrícolas”, acrescenta.

Os três pilotos contam com a participação de produtores rurais que atuam nos segmentos de cana-de-açúcar, grãos, fibras e pecuária, além de fabricantes de máquinas agrícolas, startups e empresas fornecedoras de produtos e soluções IoT para o agronegócio. Ao todo, o ecossistema é formado por 16 parceiros, que atuarão sob a liderança do CPqD.

O Piloto IoT Grãos e Fibra está focado nas culturas de milho, soja e algodão e tem como produtor parceiro a SLC Agrícola. As soluções IoT serão avaliadas em duas de suas fazendas – localizadas em Diamantino, no Mato Grosso, e em Correntina, na Bahia. Já o Piloto IoT Cana-de-Açúcar tem o Grupo São Martinho como produtor parceiro e irá validar soluções em sua usina localizada em Pradópolis, no interior de São Paulo. O terceiro piloto é o IoT Grãos e Pecuária, que tem como produtor parceiro a Boa Esperança Agropecuária e será implantado em Lucas do Rio Verde (MT).

Recent Posts

Unico processa Serasa Experian por suposto uso indevido de tecnologia de biometria facial

A Unico, empresa brasileira especializada em identidade digital e biometria facial, ingressou com ações nas…

8 horas ago

Salesforce leva Agentforce à Copa do Mundo de 2026

A Salesforce anunciou parceria com a FIFA como apoiadora oficial da Copa do Mundo de…

8 horas ago

Neil Redding abre IT Forum Praia do Forte 2026 com debate sobre liderança na era da IA

Neil Redding será o palestrante de abertura do IT Forum Praia do Forte 2026. Com…

9 horas ago

47% das empresas brasileiras devem adiar migração para a nuvem nos próximos três anos

Apesar da consolidação da computação em nuvem como um dos pilares da transformação digital, uma…

10 horas ago

Deepfakes, IA e software open source lideram lista de ameaças críticas para empresas, diz Gartner

As equipes de segurança cibernética enfrentarão um cenário cada vez mais complexo nos próximos anos,…

11 horas ago

Apenas um em cada três americanos aprova a construção de data centers

Apenas uma em cada três pessoas dos Estados Unidos aprova o ritmo acelerado de construção…

12 horas ago